É o título da participação da Banda de Pífaros de Caruaru no Lp Gilberto Gil de 72, que marcou a volta de Gil ao Brasil e traz Pedro, o filho morto, na capa. Nunca entendi o nome da música, mas o instrumental é legal, funcionando a contento para um cantor que, apesar do exílio Londrino forçado, queria demonstrar sua raiz local.Outro título esquisito “Igrejinha”(Hermeto), que Miles Davis, numa puta sacanagem, registrou em nome dele(Miles) com o título de “Little Church”- que fica mais esquusito ainda. Mas, em se tratando de Miles, esquisitices são parte da normalidade.
Uma das minhas esquisitices é escrever solto, seguindo a associação de idéias enquanto vou digitando. Minha cabeça é um torvelinho- não sei se a tua( você que ta me lendo) também é. Minha mistureba vai de recordação ao que estou vendo no presente, passa por observar o cachorro andando pelo corredor e pensar ”se ele mijar de novo no bujão de gás vou dar uma porrada nele”.
Nesse momento, minha mulher está dormindo e eu escrevendo, as crianças estão na garagem do prédio fazendo barulho e eu escrevendo. Dona Vicentina(a vizinha) abre a porta para filha em altos brados de fala e eu escrevendo. Dona Vicentina é evangélica e ora por tudo. Para curar ziguizira de cachorro( ela tem duas!), para ajudar o neto na escola, para o atacante Cruzeirense jogar bola e marcar gol no adversário. Orou pela baixinha quando esta fez aniversário. E tudo vai se arquivando no meu imaginário.
Meu imaginário é uma colcha daquelas, com retalho de pano, igual coberta de cama de filme ou mesmo boneco de pano de filme norte-americano, donde Monteiro Lobato tirou a Emília. Lobato gostava de cinema. Eu também gosto. De cinema e de Monteiro Lobato.
Foi a primeira coisa que li na vida. “Caçadas de Pedrinho”( tenho a primeira edição- era de mamãe). O segundo foi “Geografia de Dona Benta”. O terceiro foi “Matemática da Emília”, depois “A Chave do Tamanho” e por aí fui. Fui que nem alfaiate de primeiro ano, que pega a tesoura e vai cortando o pano.
Tanto cortei que não me acabei. Leio até bula de remédio. Leio tudo que me cai nas mãos. Leio e escuto. Vejo não muito, porque estou perdendo a paciência, seja para TV seja para cinema. Não sei porque.
Na verdade, estou perdendo paciência para a mídia em geral. Tô seletivo para caraca e fazendo a minha própria mídia ou, melhor, acervo midiático. Estou lendo as mesmas coisas e ouvindo as mesmíssimas coisas, repetindo trilhas, numa transversal sem vertical. Horizontalizei meu interesse. Acho que isso é que a velhice chegando, apesar de não ter feito 60 ainda( Ihhh!!!! Tocou o telefone.Vou encerrar aqui para atender lá. Volto já já ou então amanhã. Sei lá.......)

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