Alguém Lembra? Um “crássico” de Jorge Mautner/ Nelson Jacobina na voz de Wanderléia? O que me intriga até hoje é quem foi que levou a música para ela gravar. Só podia ser um pirado, pois a música em si não tem porra nenhuma a ver com a Wandeca. Mas ela atropelou legal na interpretação. Só faltou tocar o banjo que tinha na letra e só servia para fazer refrão. Coisas de poeta, né mezz?A música brasileira tem coisas que alucinam a gringalhada . Um exemplo é o Maracatu. Um amigo meu, misto de norte-americano com hondurenha, achava que maracatu era “maraca também”( maraca too) e nessa ele não entendia chongas quando, nas entrevistas que fazia para escrever a tese que iria defender num doutorado na UCLA sobre música latina, chegou na hora de entrevistar integrantes de Maracatus. Até ele entender o ritmo da coisa( desculpem o trocadilho) foi um deus nos acuda daqueles. Ele só foi chegar a conclusão final baseado num baseado.
E se antes falávamos no vigarista Jorge, ele também é o autor de “Maracatu Atômico”, que todo mundo acha que é do Gil. Indo surfando nessa associação de idéias, me lembro de uma vez que Gil me falou que a idéia do “Fantástico” para ele aparecer cantando a música incluía um elefante. Ele disse ao produtor de então que ele não subiria no animal nem fudendo. E não subiu. A produção global teve que escolher outra faixa, já que o jabá era alto e a Polygram fazia questão.
Outro “crássico” digno de lembranças é “Eu não sou cachorro não”, que Falcão conseguiu verter para “I´m not dog no”, traduzindo ao pé da letra como se fosse um dicionário de cursinho de línguas. O auge é verter “Para não ser tão humilhado” em “ For to be not so humble”. Não é uma gracinha?
No dia que eu começar a organizar meu livro, vai ter história para contar para todo mundo. Já estou devendo a do Graell em cima do telhado da casa da Dalva recitando Garcia Lorca. E vou contar também sobre as n vezes em que vi o Rafael Rabello dar canja e fazer misérias num violão, também na casa da Dalva. Aguardem.

2 comentários:
Guerrinha, meu amor
to te devendo comentarios e um email decente. Tinha te escrito um enoooooooooooorme, sabe daqueles contando tudo, mas antes que eu salvasse, deu um pau aki neste instrumento de sobrevivencia e perdi tudo. Mas vou escrever tudo de novo. E continuo aguardando as historias. E, olha, as historias daquelas coberturas da Lagoa dariam um livro, nao? Beijos da sua, sempre, Dalva
http://crisvnf.blogspot.com/
Ñ sei como te chamar, se Sérgio ou Nacinovic, afinal só te conheço de algumas cacetadas q. vc. quase sempre dá em alguém no Comunique-se. Acho vc. engraçado e fico imaginando seu livro, agora q. conhecço o seu blog.
Mas é o seguinte: eu e Dalvinha somos amigas, fomos colegas de jornal, e nos conhecemos há apenas dez anos. Então, o q. vc. escreveu no blog dela, sobre ela, achei lindo e me mostrou um lado dela q. nunca vislumbrei. Tô curtindo muito essas conversas entre vcs. dois.
Forte abraço, ana borges.
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