
DEU NA MÌDIA: O cantor Thedy Correa, vocalista da banda Nenhum de Nós, divulgou recentemente um artigo em seu blog, falando sobre o download de MP3, citando como exemplo, a estratégia adotada pelo Radiohead:"O novo álbum do Radiohead ?In rainbows? foi baixado de graça por 62% das mais de 1 milhão de pessoas que pegaram o álbum no site da banda inglesa. Mesmo podendo pagar o quanto quisessem, mais de 600 mil pessoas não desembolsaram um centavo. Como é possível que alguém goste de uma banda e roube o trabalho dela sem a menor consideração?"
Carta ao Thedy
Apesar de sermos mais velhos que você, nenhum de nós teria a coragem de chamar de ladrão alguém que nos admira. Ladra é a gravadora que detém vocês sob contrato. Quem divulga o seu produto é o detentor da regra do negócio por um lado. E se não houvessem downloads? O artista existe porque o público, além de objeto interessante à regra do negócio, se interessa pelo trabalho do artista- outro lado da mesma regra do negócio!. Quem não se adequou a modernidade foi a indústria fonográfica. Continua analógica enquanto o mercado se digitaliza. Culpa de quem? De quem baixa MP3? Não seja ridículo.
Como estou completamente desatualizado a quem é de quem, faço a pergunta: o grupo está contratado por alguma gravadora? Se não está porque não partir para a autoprodução? Hoje, o universo do mercado não tem fronteira. Qualquer estúdio de fundo de quintal, dependendo da criatividade, pode render mais que o “Nas Nuvens”. E sem os intermediários que encarecem o produto final.
Se você ainda não entendeu, basta ler a entrevista do diretor de redação da WIRED ao “Estado de S. Paulo”. Um abraço.
Carta ao Thedy
Apesar de sermos mais velhos que você, nenhum de nós teria a coragem de chamar de ladrão alguém que nos admira. Ladra é a gravadora que detém vocês sob contrato. Quem divulga o seu produto é o detentor da regra do negócio por um lado. E se não houvessem downloads? O artista existe porque o público, além de objeto interessante à regra do negócio, se interessa pelo trabalho do artista- outro lado da mesma regra do negócio!. Quem não se adequou a modernidade foi a indústria fonográfica. Continua analógica enquanto o mercado se digitaliza. Culpa de quem? De quem baixa MP3? Não seja ridículo.
Como estou completamente desatualizado a quem é de quem, faço a pergunta: o grupo está contratado por alguma gravadora? Se não está porque não partir para a autoprodução? Hoje, o universo do mercado não tem fronteira. Qualquer estúdio de fundo de quintal, dependendo da criatividade, pode render mais que o “Nas Nuvens”. E sem os intermediários que encarecem o produto final.
Se você ainda não entendeu, basta ler a entrevista do diretor de redação da WIRED ao “Estado de S. Paulo”. Um abraço.

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