
A TV GLOBO DIGITAL inicia suas transmissões em Belo Horizonte. O Canal escolhido é o UHF 33. Segundo a direção da central técnica da capital mineira, as transmissões começam no final de abril. Essa é a novidade!
Se fosse na época do Geraldão, eu garanto a vocês que ela seria a “TV CULTURA – emissora especial de lançamentos- canal UHF 32”. Ele iria encher o saco do finado Januário Carneiro até que esse mexesse os pauzinhos da pioneiria e do empreendorismo. Geraldão tinha um dos insights mais precisos que eu já vi em termos de tecnologia e ele sempre faria o resultado reverter em algo para a Radio Itatiaia e, em tabelinha, para Belo Horizonte.
Uma das previsões acertadas que ele fez para mim, numa de nossas alentadas conversas, foi que, com o barateamento da tecnologia, haveria o sucateamento da cultura( ex: Bunda music), que, em detrimento da sociedade, continuaria como previlégio da elite endinheirada. Já viram o custo de um CD de gravadora?
A resposta que elas tem pronta é que estão num mercado de concorrência e que não se utilizam mais da arma de consignação. Assim, a culpa fica para o livre mercado da concorrência, utilizado pelo empresariado como justificativa para todas as lesões que praticam. Pirataria por pirataria, a feita pelo crime organizado tem preço melhor. Durabilidade? Quem é o louco que vai exigir isso de um fornecedor que o repõe o danificado- as vezes,- pela metade do preço da novidade(média de R$4.).
A resposta que elas não querem dar é que, dentro de um padrão com uma margem de lucro razoável, um CD de novidade poderia sair por menos de R$20, fosse nacional, fosse importado. Elas( a totalidade daquilo que é chamado de mercado do disco) até hoje se sentem lesadas pelo mercado de tecnologia. Seus “homens de visão”( que eram tão brilhantes que- todos em volta – se sentiam obrigados a usar óculos escuros) ficaram cegos à lei do chip e ao barateamento do hardware na indústria digital.
Hoje em dia, eu tenho possibilidades de- nesta máquina que eu digito – fazer software de fornecimento de conteúdo tão bom quanto qualquer um estabelecido neste propósito. Há 20 anos atrás isso nunca seria possível para mim – um profissional da coisa. O custo me obrigaria ao trabalho escravo de frequência a plantões/horas bunda em redação.
Hoje, eu atualizo três sites, tenho uma banda de música eletrônica( O Laboratório de Sons Estranhos), esse blog e ainda encho o saco de muita gente- ou enviando/ recebendo o que eles acreditam ser “spam”, com correspondência não solicitada- regra válida para os dois lados do cabo de guerra- literalmente falando(he!he!he!). Há 20 anos atrás, para fazer isso eu iria dormir menos que quatro horas por dia. Hoje, eu tenho os fins de semana para fazer o que eu quiser.
Hoje só não é multimídia quem não quer. Graças a Deus, não são todos que pensam como a indústria cultural e os defensores da propriedade intelectual. Eles se esquecem que nada substitui o talento. E, não respeitando essa regra básica de quem pratica o negócio, lá vem o brasil descendo a ladeira cultural e toda uma ética de concorrência. Esta última( ética), abalada com a entrada no mercado de “ sociedades sem fins lucrativos”, na verdade pilantrópicas ( de pilantragem. Ex: ongs, igrejas, telemarketing, venda de cadastros, etc.). Que se proliferam como “worms”( vide software de proteção de direitos da sony-bmg).
Se não fosse o talento e a microinformática , quem acreditaria no talento do inventor da tecnologia p2p? E do.mp3, e do .jpeg?
A resposta que elas não qurem dar é que essas novidades seriam brecadas pelo cartel que explorou a multimídia e que hoje, pela propriedade intelectual, tenta socializar as mesmas barreiras impostas à elas( totalidade da industria do disco), para que atuassem, sem concorrência, na época da ditadura militar. Elas eram coniventes com o então processo político( ver matéria sobre o SCDP – censura federal – publicada ontem em O GLOBO). Elas abominam o corretamente político. Quanto ao politicamente correto, isso são outros quinhentos.
O que eles( industria cultural) tentam continuar a fazer é dar vozes a alguns escolhidos como vítimas de um faturamento lesivo em vez de democratizar verdadeiramente o acesso aos meios de expressão( vide a “política de escolha” para quem quer participar do BBB). Um exemplo disso está no filme “Domino – caçadora de recompensas” exibido ontem no telecine action(domingo)e que mostra o esquema de produção de um “reality show” rentável em audiência.
Comemoro o aniversário do golpe de 1964 com essa sucessão de “hojes” e “respostas”, que deve se perpetuar nos próximos 500 anos, com cada lado envolvido sempre tocando tapas e beijos e seu cast escolhido por pesquisas de opinião nacionais, feitas em São Paulo Capital. Aguardem!
Uma das previsões acertadas que ele fez para mim, numa de nossas alentadas conversas, foi que, com o barateamento da tecnologia, haveria o sucateamento da cultura( ex: Bunda music), que, em detrimento da sociedade, continuaria como previlégio da elite endinheirada. Já viram o custo de um CD de gravadora?
A resposta que elas tem pronta é que estão num mercado de concorrência e que não se utilizam mais da arma de consignação. Assim, a culpa fica para o livre mercado da concorrência, utilizado pelo empresariado como justificativa para todas as lesões que praticam. Pirataria por pirataria, a feita pelo crime organizado tem preço melhor. Durabilidade? Quem é o louco que vai exigir isso de um fornecedor que o repõe o danificado- as vezes,- pela metade do preço da novidade(média de R$4.).
A resposta que elas não querem dar é que, dentro de um padrão com uma margem de lucro razoável, um CD de novidade poderia sair por menos de R$20, fosse nacional, fosse importado. Elas( a totalidade daquilo que é chamado de mercado do disco) até hoje se sentem lesadas pelo mercado de tecnologia. Seus “homens de visão”( que eram tão brilhantes que- todos em volta – se sentiam obrigados a usar óculos escuros) ficaram cegos à lei do chip e ao barateamento do hardware na indústria digital.
Hoje em dia, eu tenho possibilidades de- nesta máquina que eu digito – fazer software de fornecimento de conteúdo tão bom quanto qualquer um estabelecido neste propósito. Há 20 anos atrás isso nunca seria possível para mim – um profissional da coisa. O custo me obrigaria ao trabalho escravo de frequência a plantões/horas bunda em redação.
Hoje, eu atualizo três sites, tenho uma banda de música eletrônica( O Laboratório de Sons Estranhos), esse blog e ainda encho o saco de muita gente- ou enviando/ recebendo o que eles acreditam ser “spam”, com correspondência não solicitada- regra válida para os dois lados do cabo de guerra- literalmente falando(he!he!he!). Há 20 anos atrás, para fazer isso eu iria dormir menos que quatro horas por dia. Hoje, eu tenho os fins de semana para fazer o que eu quiser.
Hoje só não é multimídia quem não quer. Graças a Deus, não são todos que pensam como a indústria cultural e os defensores da propriedade intelectual. Eles se esquecem que nada substitui o talento. E, não respeitando essa regra básica de quem pratica o negócio, lá vem o brasil descendo a ladeira cultural e toda uma ética de concorrência. Esta última( ética), abalada com a entrada no mercado de “ sociedades sem fins lucrativos”, na verdade pilantrópicas ( de pilantragem. Ex: ongs, igrejas, telemarketing, venda de cadastros, etc.). Que se proliferam como “worms”( vide software de proteção de direitos da sony-bmg).
Se não fosse o talento e a microinformática , quem acreditaria no talento do inventor da tecnologia p2p? E do.mp3, e do .jpeg?
A resposta que elas não qurem dar é que essas novidades seriam brecadas pelo cartel que explorou a multimídia e que hoje, pela propriedade intelectual, tenta socializar as mesmas barreiras impostas à elas( totalidade da industria do disco), para que atuassem, sem concorrência, na época da ditadura militar. Elas eram coniventes com o então processo político( ver matéria sobre o SCDP – censura federal – publicada ontem em O GLOBO). Elas abominam o corretamente político. Quanto ao politicamente correto, isso são outros quinhentos.
O que eles( industria cultural) tentam continuar a fazer é dar vozes a alguns escolhidos como vítimas de um faturamento lesivo em vez de democratizar verdadeiramente o acesso aos meios de expressão( vide a “política de escolha” para quem quer participar do BBB). Um exemplo disso está no filme “Domino – caçadora de recompensas” exibido ontem no telecine action(domingo)e que mostra o esquema de produção de um “reality show” rentável em audiência.
Comemoro o aniversário do golpe de 1964 com essa sucessão de “hojes” e “respostas”, que deve se perpetuar nos próximos 500 anos, com cada lado envolvido sempre tocando tapas e beijos e seu cast escolhido por pesquisas de opinião nacionais, feitas em São Paulo Capital. Aguardem!

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