domingo, 30 de março de 2008

SAUDADE NÃO TEM IDADE


Há 38 anos atrás o homem que inventou a linguagem da guitarra elétrica morria afogado no próprio vômito. Nessas 3,8 décadas que se passaram, apenas Mark Knopfler chegou aos seus pés em sonoridade. Apesar de eu ter colocado apenas o “Electric Ladyland” na minha lista de discos mais bem produzidos, a maioria dos discos do “Experience” original( foto, batida em maio de 69) reflete a possibilidade e a imprevisibilidade residentes naquilo que Jimi considerava sua música.
O resto da discografia- com exceção de “Cry Of Love”- é uma sucessão de registros desconexos e picaretagens, sendo a mais famosa a perpetrada pelo produtor Alan Douglas, que chegou ao cúmulo de retirar dos masters os acompanhantes originais(Noel Redding, Billy Cox, Mitch Mitchell e Buddy Miles) e colocar outros músicos, num jam difuso, com o sentido de “atualizar” o som e se descompromissar dos direitos conexos e de imagem.
Na minha visão musical, se Jimi estivesse vivo hoje, ele estaria formando alguma coisa- grupo ou parceria – com Prince. Nosso amigo de Mineappolis é o único nessas últimas décadas a apresentar algo tão revolucionário no cenário quanto a linguagem criada por Jimi Hendrix. Saudade não tem idade- já dizia o show musical da Rádio Mundial, que tinha "Fire" e "Crosstown Traffic" em seu playlist.

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