segunda-feira, 10 de março de 2008

ESSA È PRÀ TOCAR NO RÀDIO!



Se existe algum momento histórico no qual o veículo rádio, em seus mais de 80 anos de existência, precisa ser valorizado, este é o momento. Há duas décadas que ele vêm sendo marginalizado. Alguns acreditam piamente que não há salvação fora da TV ou das mídias alternativas que estão surgindo. Mesmo assim, ele merece a atenção de todos.
Primeiro, a razão técnica: o espectro de todas as regiões metropolitanas do país está congestionado. Além da ocupação planejada pelos planos de distribuição de freqüências, o barateamento de hardware e equipamentos “domésticos” levou ao surgimento das chamadas “FMs Comunitárias” e Rádios Alternativas que, por falta de processamento de áudio ou equipamentos com especificações fora do padrão, emitem interferências e espúrios de toda ordem. E não será a digitalização que vai resolver essa confusão hoje estabelecida.

Apesar das críticas e comentários contra, é necessária também à criação de um conselho autoregulador para o conteúdo transmitido, nos mesmos moldes que o CONAR. Tanto o proselitismo, como o fundamentalismo e a banalidade não passariam por uma censura e sim por uma condenação crítica, respeitando-se a liberdade de expressão e de opinião. Se isto acontecesse, o mercado assumiria a problemática e a regularia num ponto de equilíbrio existente entre a oferta( quem fala e como fala e emite)e a demanda( quem escuta). Só assim seria restabelecido um tico que fosse da credibilidade que o Rádio já teve e não faz tanto tempo assim.
Aqui encerro minha transmissão, prometendo voltar a qualquer momento, em edição extraordinária.

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