Dentro desse processo de digitalização de meus vinis, só para mudar um pouco de sistemática , resolvi dar uma olhada nos compactos- que eu sempre guardei para uma eventualidade profissional e também pessoal. Muita coisa eu dei de presente, mas também muita raridade ficou guardada. Os exemplos são vários e vou citar alguns aqui.Gretchen e sua “melô do xique-xique”. A composição, se é que podemos dizer assim, é do Sam Malnatti, um argentino radicado em sampa e que, durante algum tempo, produziu ela, as melindrosas e machucou aquelas carnes todas, incluindo a mãe, não necessáriamente nessa ordem geral. Mr.Sam chegou a ter um programa de rádio na America AM 1410(SP), mais ou menos na mesma época em quie o Jacques tinha o “Caleidoscópio”. A Copacabana Discos era a casa das coisas esqusitas, como Gretchen, France Jolie e outras invenções menos votadas, numa produção completamente indigente em qualquer termo. O chefe de promoção era o Flavinho- uma das figuras mais escrotas que conheci no meio. No Rio, a divulgação ficava por conta do Joãozinho Tapecar- um alambique ambulante que quando me visitava deixava minha sala com aquele hálito de coopersucar.
Candeia lançou pela WEA “Ao povo em forma de arte”, samba-enredo de sua autoria para a GRES Quilombo, fundada por ele, cxom o auxílio luxuoso de Paulinho da Viola e Sergio Cabral. O compacto foi extraído do Lp produzido pelo Guti e um dos últimos trabalhos do sambista gente boa. A gravação é fantástica.
Quando passou pela gravadora Eldorado, no final dos anos 70, Raul Seixas gravou um compacto dirigido “a sivulgação com “Discagem Direta Interestelar”- que eu considero um de seus momentos infelizes, já que a letra (Kika) é fraquésima, caso olhemos trabalhos anteriores e posteriores do The Pelvis soteropolitano. O que valeu, para mim, foi o recado, em papel timbrado, que veio dentro do compacto, entregue aqui na porta de casa, e que ilustra este post. Assim que eu descobrir mais coisas, eu falo a respeito.

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