
Acabei de receber um emeio da Fnac sobre a pré-venda do lançamento 2008 de Madonna – “Hard Candy”. Preço? – Apenas R$ 39,90. No mesmo emeio veio a trilha do documentário de Martin Scorcese sobre nossos old friends(Rolling Stones) que, pelo visto, vão continuar a rolar até a próxima transfusão de sangue total de Keith Richards. O CD é duplo e está a um preço mais razoável. R$ 34,90. Só essa disparidade de preço em ponto-de-venda mostra que a indústria fonográfica está de sacanagem comigo e com o resto dos consumidores.
Ontem, conversando com um dos meus três leitores, disse a ele que não compro um CD há três anos e que, a última vez que fiz isso, foi numa liquidação de saldos das lojas americanas, em companhia de meu irmão Marcelo e do Tony Tornado. Naquela época, com R$ 50, levei prá estante cinco coletâneas com algumas faixas que eu queria em versão digital. Valeu a pena. Desde lá, a única coisa que tenho feito é botar um “e-mule” para garimpar coisas como “Rainforest”(Paul Hardcastle) que eu nunca tive em vinil.
Garanto que isso vai continuar desse jeito e digo mais: nunca mais compro- EM LOJA OU PELA REDE- um CD de quem quer que seja em toda minha vida restante. A realidade disparatada mostra que a indústria fonográfica realmente está a fim de ir para o buraco, levando junto consigo todo um jurassic park de contratados(Lobão inclusive). E que ninguém me venha com essa história de que baixar MP3 pela rede é pirataria, porque não é não. Simplesmente só será uma briga de mais –valia cultural , justificada pela abusividade daqueles que, teóricamente, ainda tentam deter os meios de produção e estão sentindo eles escorrerem entre os dedos como a areia de uma ampulheta quebrada.
Uma outra novidade que se avizinha é a inauguração da iTunes em São Paulo, com atendimento nacional. Isso sim vai ser uma mão na roda, com arquivos musicais legais sob todos os aspectos. Por enquanto isso está na fase boato e vamos ter que ir aturando esses emeios. Um abraço.

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