
-Tá feia a coisa! Para que o embaixador norte-americano no País, Clifford M Sobel escreva um artigo no “O GLOBO” desse sábado, afirmando que a pirataria é um problema de todos, acredito eu que a indústria máter, sediada na terra dos grandes irmãos do norte, deva ter dado uma pressionada daquelas no Departamento de Estado, para que este tomasse alguma iniciativa.
Apesar desse blog versar sobre popmuzik e rock and roll, resolvi tomar uma atitude em resposta ao texto, que considerei canhestro e completamente calhorda, ainda mais por ele ser publicado num jornal diário de um país onde a exclusão a qualquer nível continua a ser a tônica para 60% da população.
Acredito que a defesa da propriedade intelectual não obrigue aqueles que tenham um pouco de consciência política e sintam na pele a mais-valia a que todos os segmentos são submetidos por seu exercício( propriedade intelectual), a ler textos tão venais e corrompidos como o redigido pelo embaixador e/ou seu ghost writer.
Distorcendo fatos e conceitos, o texto informa que, em 1995, mortes numa epidemia de meningite ocorrida na Nigéria poderiam ter sido evitadas caso a patente de uma vacina fosse respeitada. E que em 1988, um xarope preparado com substância adulterada matou bebês na Índia e no Haití. Citando estes três exemplos, Sobel assinala que se, a propriedade intelectual dos idealizadores destes produtos – vacina e xarope – tivessem sido respeitadas, isto é, o preço pedido fosse aceito sem tugir nem mugir, as vidas teriam sido poupadas.
O embaixador na defesa não poderia ter sido mais infeliz na coleta de exemplos: Nigéria, Índia e Haití. Países que, como é sabido por todos, tem um índice de qualidade de vida abaixo de qualquer crítica e onde nem os respectivos governos tem caixa para bancar o pagamento de patentes Ao citá-los, Sobel partiu para o nível do surreal. Porque ele não citou Taiwan, onde os direitos e patentes norte-americanos ou de qualquer país de primeiro mundo nunca foram respeitados? Ou Singapura?
Estes dois países asiáticos não possuem nenhum mecanismo para proteger a propriedade intelectual e estão entre os 27 países mais bem sucedidos industrialmente, contrariando outra afirmativa do embaixador na defesa, assinalando que aqueles que não protegem a propriedade intelectual ocupam os últimos lugares em termos de crescimento econômico. Outro país que não dá a mínima para a propriedade intelectual é a China. E, como é sabido, seu crescimento econômico e suas exportações são zero a esquerda, né mesmo?
Pode até ser que a esperança de todos em futuro melhor dependa de invenções e inovações de pessoas criativas e dedicadas. Mas essa esperança não está diretamente amarrada ao pagamento de direitos extorsivos pelo uso dessas invenções e inovações. Precisamos sim é de uma revisão no direito autoral que discipline a propriedade intelectual em um formato aceitável e acessível. Só assim todos poderão dizer não à pirataria, coletivizando aquilo que hoje não passa de um mero problema particular das indústrias e do capital.
Apesar desse blog versar sobre popmuzik e rock and roll, resolvi tomar uma atitude em resposta ao texto, que considerei canhestro e completamente calhorda, ainda mais por ele ser publicado num jornal diário de um país onde a exclusão a qualquer nível continua a ser a tônica para 60% da população.
Acredito que a defesa da propriedade intelectual não obrigue aqueles que tenham um pouco de consciência política e sintam na pele a mais-valia a que todos os segmentos são submetidos por seu exercício( propriedade intelectual), a ler textos tão venais e corrompidos como o redigido pelo embaixador e/ou seu ghost writer.
Distorcendo fatos e conceitos, o texto informa que, em 1995, mortes numa epidemia de meningite ocorrida na Nigéria poderiam ter sido evitadas caso a patente de uma vacina fosse respeitada. E que em 1988, um xarope preparado com substância adulterada matou bebês na Índia e no Haití. Citando estes três exemplos, Sobel assinala que se, a propriedade intelectual dos idealizadores destes produtos – vacina e xarope – tivessem sido respeitadas, isto é, o preço pedido fosse aceito sem tugir nem mugir, as vidas teriam sido poupadas.
O embaixador na defesa não poderia ter sido mais infeliz na coleta de exemplos: Nigéria, Índia e Haití. Países que, como é sabido por todos, tem um índice de qualidade de vida abaixo de qualquer crítica e onde nem os respectivos governos tem caixa para bancar o pagamento de patentes Ao citá-los, Sobel partiu para o nível do surreal. Porque ele não citou Taiwan, onde os direitos e patentes norte-americanos ou de qualquer país de primeiro mundo nunca foram respeitados? Ou Singapura?
Estes dois países asiáticos não possuem nenhum mecanismo para proteger a propriedade intelectual e estão entre os 27 países mais bem sucedidos industrialmente, contrariando outra afirmativa do embaixador na defesa, assinalando que aqueles que não protegem a propriedade intelectual ocupam os últimos lugares em termos de crescimento econômico. Outro país que não dá a mínima para a propriedade intelectual é a China. E, como é sabido, seu crescimento econômico e suas exportações são zero a esquerda, né mesmo?
Pode até ser que a esperança de todos em futuro melhor dependa de invenções e inovações de pessoas criativas e dedicadas. Mas essa esperança não está diretamente amarrada ao pagamento de direitos extorsivos pelo uso dessas invenções e inovações. Precisamos sim é de uma revisão no direito autoral que discipline a propriedade intelectual em um formato aceitável e acessível. Só assim todos poderão dizer não à pirataria, coletivizando aquilo que hoje não passa de um mero problema particular das indústrias e do capital.

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