
Desde que Franz Liszt se tornou o primeiro artista pop(ver “Lisztomania”, com Roger Daltrey no papel- título), música é notícia-seja na página de cultura, seja na página policial. As revistas escandalosas-ditas de “entretenimento”- entraram no circuito bem tarde, retratando os troca-troca monumentais, sempre sob a alegação de “crueldade mental”, dos quais os passeios de Adriane Galisteu são simples e obsoletas clonagens. Hoje, não é necessária nenhuma alegação como a de “crueldade mental”. Basta apenas um “cansei” para o retorno a disponibilidade real e fantasiosa na cabeça dos masturbadores de plantão.
A notícia musical, além de contribuir para um factual necessário, é a melhor arma que promoters e assessores têm para colocar seus pupílos em evidência. Mas, nem sempre o fato gerado por músicos se transforma em matéria promocional. Dois exemplos recentes foram dados por Keith Richards. O primeiro foi cair de uma árvore e bater de cabeça no chão, quase interrompendo uma tour e levando Mick Jagger ao delírio, só de pensar no montante das multas contratuais que os stones teriam que pagar. O segundo foi aquela declaração fantástica de que teria dado um tiro com um misto de coca e cinza paterna. Não é sensacional?
Nem sempre a notícia musical é recebida numa boa. Você- fã do Queen, iria assistir a um retôrno do grupo sem o vocal de Freddie Mercury? Mesmo sendo o Paul Rodgers cantando? Qual seria o repertório da banda no sentido de não gerar comparações entre o falecido e o novo vocalista? Você compraria o lançamento que vem por aí?
E quanto aos Doors? Nesses 34 anos sem Jim Morrison, você iria assistir a um show da banda tendo como front off vocal o ex-vocalista do Cult? Não seria melhor que eles chamassem aquele cara que cantava no Simple Minds?Ao menos esse último tem um padrão vocal igual ao do lagarto-“Dont You” não me deixa mentir(ouvir a versão do compacto).
Para ser sincero, eu nem me abalaria com nada de Queen ou Doors novo. Da mesma forma que nunca assistiria qualquer tentativa de refazer Beatles com dois estranhos mais Paul e Ringo. Um pistoleiro lá de Governador Valadares já dizia que a única forma de reunir os Beatles passa por duas balas 9mm. E eu dou toda a razão a ele.

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