Se ontem falamos do pouco pop que a sociedade desfruta e, dentro do papo, chegamos ao rádio pop, vamos dar uma discorrida a respeito do comportamento da mídia como go between entre aquele que produz e aquele que consome.A demanda pelo produto cultural aumentou? Se formos nos guiar pelos indicadores, ademanda vêm aumentando e está sendo suprida por meios alternativos, fora das inserções e pontos de venda tradicionais. Meu exemplo maior está dentro de casa, na adolescente que mora comigo.
Ela tem 20 anos, trabalha, graduação universitária interrompida(não aguentou o custo da “educação”) e é uma consumista nata. Não vê novela e fica ligada na MTV. Ama Mariah Carey, Amy Whitehouse, é amiga de DJ, curte Vanessa da Mata, lê em excesso e vive tudo o que lhe é possível como adolescente padrão. Pelo IBOPE seria considerada uma consumidora classe B já que não possui carro.
Ela( minha sobrinha) não compra um CD há, no mínimo, dois anos. O último a ser adquirido foi o do Massacration e agora ela está pensando em arrumar o último da Madame Mim, que, por sinal, é um barato(ouvi ontem várias faixas no YouTube). Para consumir e armazenar música, minha sobrinha faz a mesma coisa eu eu. Aciona um Limewire e queima o produto baixado num CD de áudio, perfeitamente audível em qualquer player. O único contato que ela teve com a divulgação da coisa foi uma visão eletrônica por um mero videoclipe exibido na tv específica.
Eu, mais velho, ainda ouço uma FM de vez em quando. Mesmo assim, estou aderindo ao Web Radio e deixando o rádio local só para o futebol. Musica? Nunca mais ouvi rádio para isso. Ainda mais que a massificação do brega chegou a tal ponto que qualquer rádio dita pop ficou inacessível ao meu gosto. Perdi o tesão de ouvir. Some-se a isso a ignorância de quem vos fala e turn off foi total. Consigo ouvir esporte e desligo até nos noticiários, aí já por outra razão. Estão tendenciosos ao extremo e não se conformam com a popularidade do Presidente eleito, fazendo o mais possível para denegrí-lo.
Por razões várias, incluindo a falta de qualidade e a displiscência, a mídia tradicional está perdendo o seu apelo e o seu prestígio. Sem prestígio, os anunciantes começam a escassear e sem eles, meu amigo, o fechamento de portas é inevitável. A regra do negócio vai mudar em pouco tempo.
No disco, ela já está mudando. As gravadoras estão procurando qualquer pretexto para auferirem uma grana nareceita ao vivo dos contratados. Não s contentam mais em vender e editar o trabalho. Querem sua fatia das apresentações. Essa briga promete que vai ser boa, pois até o momento, todos os dois lados só têm a perder. Será que chegarão a um acordo? Duvido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário