quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Como Viver de Música!

A fabricante de violões Di Giorgio é uma campeã. Se mantém no mercado há exatos cem anos. "Já passamos por planos econômicos, inflação e invasão dos importados", disse o presidente da empresa, Reinaldo Proetti Júnior, em uma entrevista ao Estadão. Hoje uma das maiores em vendas de violões de corda de náilon do País, com faturamento anual de cerca de R$ 14 milhões, a Di Giorgio é um dos raros casos de empresas familiares que conseguem continuar operando ao longo de gerações. O imigrante italiano Romeo Di Giorgio foi quem deu início à empresa, em 1908, com 20 anos. Após estudar lutearia (técnica de confecção de instrumentos musicais) em seu país e trabalhar em uma fábrica de instrumentos no Brasil, Di Giorgio resolveu fabricar seus próprios bandolins e violões. Abriu as portas de um pequeno ateliê e passou a vendê-los para a comunidade italiana de São Paulo. "Com a bossa nova, a venda de violões explodiu", diz Reinaldo Júnior. Nessa época, a empresa decidiu abandonar a produção de bandolins e cavaquinhos e se especializar nos violões. Segundo Reinaldo Júnior, a mudança foi decisiva. "A demanda era enorme. De uma hora pra outra, tivemos de fabricar 150 violões por dia.Em 1985 foi inaugurada a fábrica da empresa em Franco da Rocha (SP), que passou a concentrar toda a produção, hoje de 4 mil violões/mês. A companhia também viu-se obrigada a se modernizar. "Com a chegada dos importados, o mercado ficou mais competitivo. Não podíamos ficar para trás", diz.A empresa continua investindo. No ano passado, importou equipamentos da Alemanha para uso em uma nova técnica de marcenaria. Quem trouxe a tecnologia foi seu filho, Reinaldo Neto, de 25 anos. Ele já trabalha na empresa e pretende dar continuidade ao negócio.
DiGiorgio, Del Vecchio e Giannini são fabricantes de pinhos com renome internacional, levando ao mundo o conceito que o país é um bom fabricante de instrumentos acústicos nesse segmento.
Quem que é fã do Zep que não conhece aquela foto na qual Jimmy Page ostentauma craviola da Giannini? Ou então a versão de “More Than Words”(Extreme) onde aquele português acompanha o vocalista(não me lembro do nome de nenhum deles!) num DiGiorgio de concerto?
Sem nenhuma solução revolucionária( como foi a do Ovation), nossos fabricantes continuam a manter um respeito e a tradição de qualidade. Me lembro que, em 1967, um violão DiGiorgio valia 700 dólares em Noviorque. Dava para comprar uma Fender Duosonic( igual a do Kurt Cobain)- custava 350 dólares e um DeLuxe Reverb Amp(25 watts RMS, um falante de 12”)- que também custava por aí. Isso é que era tempo bom!

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