quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Rutchikoo do Rock and Roll – Parte dois

O Rock in Rio antes do homônimo de Roberto Medina funcionava mais no nosso imaginário que em outra coisa. Já que os empresários não estavam nem aí para o que a galera queria ver e o que vinha pelas quebradas era pop rasteiro(Herman´s Hermitts) ou alguma coisa de soul(James Brown), a única coisa a se fazer era criar a cópia e curtir sua deglutição em festas e bailes onde a galera inteirada acorria para “prestigiar” as versões que as cópias apresentavam das gravações em estúdio dos originais, que faziam a pista à nove horas de vôo do aeroporto do Galeão.
As “presentations”(festas e bailes) tinham seus circuitos definidos: Na Zona Sul, o circuito tinha como pontos o Clube Naval(Piraquê), o Monte Líbano, o Federal, o Paissandu, o Radar, o Olímpico, o Caiçara, o Ginásio André Maurois e o Ginásio Camilo Castelo Branco. Na Zona Norte, o Orfeão Portugal, o Cassino Bangu, o Olaria Atlético Clube e o Grajaú Tênis Clube. E, em Niterói o Vital Brasil, o Central e o Mauá de são Gonçalo. Os grandes contratantes, detentores da maioria dos locais eram Luis Andrade e Carlinhos Garcez que também leoninamente detinham o poder de vida e morte sobre a maioria das bandas, mais amadoras que profissionais. Somente três ou quatro tinham alguma coisa de profissionais(Analfabitles, Cougars, Bubbles, Divers e Crows). As outras eram como explosões solares, não influenciando em quase nada a vida que vegetava no infinito daquele universo então enorme e desconhecido.
De 1963 à 1972, fizeram a história e a glória do rock local foi feita por nomes como Analfabitles, Red Snakes, Bubbles, Divers, Crows, Lonelies, Beggers, Outcasts, Trolls, Sunny Band, Dreams, New Breed, Thunders, Hot Stones, Os Nômades, The Pops, The Fevers, Os Selvagens, Os Canibais, Os Corsários, Os Lobos, The Bottles, Roving Staff, Outcry Association, Funeral 1917, The Youngsters, O Rancho, Os Superbacanas, The Sunshines, Kicks Five, Fórmula Sete, e muito mais gente,etc e coisa e tal.
Como soy acontecer, sempre tem um de todo um caldo que se tempera e dá certo no pop. E esse certo alguém foi Maurício Alberto Kaiserman que, de morador à Rua Barão de Ipanema e vocalista/ritmista do Thunders, ascendeu para Morris Albert, ganhou uma grana afrodescendente( preta) com “Feelings” e foi embora do Brasil. Na última vez que deu notícias via seu irmão, Norton, estava morando em Manila, nas Filipinas. Amanhã tem mais historinha. Bye Bye.

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