Para a história do Rock, nunca mais aconteceu um ano como 1968. Tensões políticas, eventos contraculturais e segregação racial tiveram seu lugar no “Lei it Bleed” vermelho que coloriu o sonho hippie. Com a guerra do Vietnan chegando diáriamente aos lares do planeta via noticiários das redes de TV e das agências internacionais, a perspectiva revolucionária tomou de assalto às ruas e o pau reacionário comeu solto entre manifestantes. E, pela primeira vez na história global, representantes da indústria cultural marcharam lado a lado com as massas na luta contra o estabelecido pelo status quo vigente desde 1945.E com os lançamentos considerados clássicos de artistas do quilate de The Beatles, the Stones, Jimi Hendrix, The Band, Van Morrison, Small Faces, Johnny Cash, The Kinks, The Byrds, Etta James e o Velvet Underground, é facílimo advinhar porque 1968 ganhou sua reputação de inesquecível.
Vamos a mais alguns fatos que aconteceram em Setembro de 1968. Jim Morrison sofreu um colapso antes de um show em Amsterdam e Ray Manzarek, Robbie Krieger e JohnDensmore foram obrigados a se apresentar como um trio.
Diversas rádios norteamericanas param de tocar “Street Fighting Man”, então o último lançamento dos Rolling Stones. Jagger agradece penhoradamente e alerta aos fãs que, apesar de banida a música, o single continua a venda. “A última vez que fomos proibidos, nós vendemos mais um milhão que o esperado pela gravadora”, diz.
The Doors se apresentam no Roundhouse em Londres e o show é o único registro gravado pela banda em VT conhecido. Os Beatles apresentam “Hey Jude” em primeira audição no programa de TV de David Frost, com a faixa sendo executada em sete minutos e dez segundos. Esse foi o compacto mais longo de todos os tempos a alcançar o topo da parada inglêsa.
No Brasil? Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano e Gil tinham sua liberdade de criação cerceada e a repressão a dissidentes começava a se fazer sentir, estimulada pelos norte americanos, que queriam seu quintal “feliz e em ordem”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário