segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O Rock que a Terra teima em Esquecer

Enquanto o Queen se une a Paul Rodgers para voltar aos palcos numa procura do tempo perdido, minha angústia proustiana nãose conteve e , ontem, gastou mais de quatro horas pesquisando a procura de marcos, fatos & fotos de uma passagem do rock nacional que quer ficar esquecida e envergonhada.
Uma passagem que teve status, pessoas e toda uma cena, marcando primórdios da coisa toda e que pipocou em diversos pontos do Rio, São Paulo e muitos outros lugares, como focos infecciosos de um comportamento musical que, apesar da microscopia da coisa, funcionava a contento como um rodízio semi-profissional, apesar dos dados escassos e das poucas fontes existentes que viveram a coisa e, acredito, nunca deram muito valor ao dimensonado naquele esaço temporal, considerando tudo como apenas um estágio antes da profissionalização total.
Em São Paulo, o LOUPHA fez história e eu, ainda garotão no RJ, fui levado a um show no Pinheiros por um amigo(Zulu) que estava morando na cidade. Aqui no RJ, também havia uma cena local , com grupos, público e matérias saindo em revistas como O CRUZEIRO, que fez uma grande matéria com The Bubbles e outras bandas, tocando no palco do Quitandinha, lá por 65.
Nessa época, a formação ainda era Cesar, Renato, Lincoln e Ricardo( mais tarde baterista do Crows). Mais tarde, acontece a troca de Ricardos e com a saída de Cesar, Lincoln e Ricardo, o Bubbles ganham a primeira formação heavy, com Pedrinho, Arnaldo(Ex-Divers) e Johnny(Nico, ex baterista do Bottles).
Outra banda de mais ou menos detaque eram os Divers, com Kleber, Viriato, Arnaldo e o baterista eu esqueci o nome. Com a saída de Arnaldo e de Viriato, entram em cena Marcelo Sussekind e Levindo, mais tarde substituído por um Célio, portador de uma Fender Jazz Master sunburst.
Bandas e músicos razoáveis não faltavam naquels anos 60. Haviam os Thunders(Geraldo no baixo, Carlinhos Newton, Nelson Gordo, Levindo e Morris Albert se revezaram nas guitarras e Alex na bateria), O Beggars do Luizão, O Nômades do Emilson, Edson, Luizinho e Renato; o Lonelies do Júlio , Paulo Sergio, Lilico e novamente Alex, O Trolls(Ken, Rafael, Steve e Chris – todos oriundos da American School), O Outcast do Rick, Bruce Leitmann, Chico e Gebê; o Crows(Paulinho, Ronaldo, Osvaldo, Chico, Mosquito e Mamá), a JoinStock Company( Vinicius, Sergio, Jamil e Cesar), o New Breed(Margina, Chico, Odilon, Milton, Ceguinho), O Dreams(Luiz Armando, Paulinho, Eliezer, Carlinhos) e muitos mais.
Os únicos a gravarem foram o Red Snakes,Os Lobos(Niteroi- banda do Dalto, Cássio e Fábio) e o Analfabitles, com um trabalho meio inconsistente, apesar de serem os únicos a possuir uma estrutura razoável de apoio, com estúdio de ensaio, aparelhagem e empresário, que fazia a coisa um pouco menos amadorística do que a maioria.
Tentando ver o que é possível se resgatar sobre pessoas e o período, fundei uma comunidade na Orkut que leva o nome desse post. A comunidade aceita qualquer tipo de colaboração no sentido de se fazer algo no sentido de se colocar esse Rockezinho sem vergonha no seu devido lugar, já que muita gente que fez nome na cena posterior começou alí, envergando sonics e supersonics, plugadas em true reverbers e mustangs. Vamos nessa!

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