Dia desses eu vi uma entrevista da Madame Mim em um vídeo no YouTube, que mostrava o lançamento de seu último CD. Segundo o tesão naior da minha velhice safada, ela resolveu fazer um CD mais leve e batido, deixando de lado o som punk que fazia. Acho que se o Joe Strummer ouvisse isso, ele voltava só para dar uma porrada nela. “Punk é atitude, ô sua piranha!”, exclamaria quem? Steve Jones? Eddie e todos os hotrods?Realmente hoje, a confusão entre atitude e expressao torna a coisa mais fácil, já que você pode ser um nerd babaquara daqueles e fazer um trash metal da hora!(Gostaram do “da hora!”?). Ou um geek tecnol´gico fissuado um baixo acústico. O rótulo é dado pelo que você exprime e não pela sua orígem ou atitude. Se nos anos 60, você fosse um mod, andasse de lambretta e fizesse um som rocker, o mínimo que ia acontecer era você ganhar uma piaba legal dos dois grupos.
O Angeli tem uma história muto legal(prá variar esqueci o título)de sua fase “ a revolta dos babacas”, onde ele conta a vida de Oliveira Junky, que trafega por estilos dependendo da situação do momento e das porradas que leva. Oliveira começa New Wave, passa pelo punk dos carecas e termina completamente gay depois de ser enrrabado( ou enrabado?) por um cassetete ao se fingir de estátua na salade um execuivo de gravadora.
As semelhanças entre o discurso inteligente da Madame Mim e o discurso manipulado de Oliveira Junk tem um ponto de contato: o holofote da mídia. Acho fantástico aquele tesãozinho utilizar a mídia em proveito próprio em “Helado de Limon”, “ Festa de Aniversário” e outras bobagens expressivas. Achei fantástica a imagem do namorado da prima que tem resto de bolo no aparelho dentário. Minha fantaia viu a cara do panaca, brother! Mais adolescente que isso só se suicidar tomando CocaCola chupando Drops Hallo. Decadente é Alice Cooper fazendo letra pra adolescente.

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