segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Rock and Roll Parte Um

Setembro de 2008 – Nesse mês fazem exatos 40 anos o que foi a minha apresentação à sonoridadede Jimi Hendrix, do Cream, do Jeff Beck Group, do Traffic e de outras porradas que povoaram meu imaginário auditivo por uma década absoluta e que até hoje integram o meu cancioneiro.
Eric Clapton eu já conhecia de “For Your Love”, da mesma forma que Jeff Beck guitarrista(“Heart Full of Soul”). Steve Winwood eu já acompanhava desde “Gimme Some Lovin” e, quando ele largou Spencer Davis, não foi para mim nenhuma novidade, já que ele era bem melhor que o resto do grupo, incluindo seu irmão Muff. As trocas e destrocas sucediam-se normalmente. O Animals mudava mais de formação que o time do Atlético Mineiro. Se a coisa valesse mesmo, Eric Burdon era apenas acompanhado por uma trupe de músicos, como mais tarde virou fato.
Acredito que foi graças a esse detalhe que Chas Chandler encontrou tempo e disposição para transformar Jimi james em Jimi Hendrix, torná-lo psicodélico e vomitá-lo como experiência naquilo que revolucionou a linguagem da guitarra até então.
Já John Mayall, Graham Bond e alguns outros da British Rock scene eu só vim a conhecer um pouco mais tarde, quando suas gravaçõescomeçaram a aportar a terra brasilis. O mesmo aconteceu com a cena norte-americana, que ainda tentava se desimpactar da invasão britânica e suas desinências, que continuavam a ser lançadas ad nauseam por toda a América. Vide Arthur Brown, “Herman” Noone e outras coisas piores.
Aqui, as coisas iam bem com os Mutantes, caetano, Gil e os Beat Boys. Quanto à Jovem Guarda, esta não fedia nem cheirava já que não fazia a cabeça meeesssmmo! O som era ruim e a batida sem gêlo e com pouco açucar. Frau total.

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