World Music – Rótulo inventado pelos críticos com três erres(crrríticos) para designar ritmos, tendências, estilos e sonoridades que eles nunca conseguiram rotular. Exemplo?Aquele grupo sul-africano- o Ladysmith Black Mambazo, que gravou com Paul Simon e têm alguns CDs editados pela WEA. Ou então o Dengue Fever, novidade do rock asiático muito em voga em casas de NY, num daqueles circuitos só conhecidos pelos iniciados em......World Music!Doo-Wop - Rótulo ganho pelos conjuntos vocais que fizeram parte do pop que nem trio na bossa nova. Uma praga disseminada nas high schools, tropas servindo na Alemanha ocupada, Vietnan em guerra e muitos outros locais onde o US Army foi levara versão norte-americana de paz. Até Frank Sinatra fez parte de um, o Hoboken Four. Alguns puristas vão dizer que isso é uma mentira, já que o HF era apenas um conjunto vocal “a cappela”. Nada disso: Jordanaires, Four Freshmen, Inkspots e outros são todos farinha do mesmo saco e identificáveis à léguas. No Brasil tivemos Golden Boys e Trio Esperança, que além de farinha eram todos parentes.
Guitar bands – Sem elas não haveria dois terços do rock conhecido. A primeira conhecida foram os Crickets de Buddy Holly, que inaugurou a formação com duas guitarras, baixo(acústico ou elétrico) e bateria. Depois vieram Beatles, Pacemakers e a maioria do Britsh Rock. E elas atacam até hoje, em qualquer clichê ou imagem.É só puxar pela cabeça que qualquer um identifica em suas predileções um mínimo de três guitars bands.
Bunda Music – Praga que vêm assolando a música brasileira e que têm suas raízes no Estado da Bahia. Não contentes em exportar João Gilberto, Daniel Dantas e Antonio Carlos Magalhães, os estúdios de gravação soteropolitanos inventaram Luis Caldas e Carlinhos Brown. Este último, para fincar realmente raízes na MPB, é casado com a filha de Chico Buarque. Atrás da dupla vieram os grupos da corrente “É o Tcham”, que deram suor e ritmo ao estilo Gretchen de cantar com as nádegas, daí o rótulo “Bunda Music”, dado por Léo Gandelmann e Vinicius Cantuária, obrigados a ir embora do país para continuarem gravando seus trabalhos, já que toda a indústria fonográfica, atualmente, só dá espaço para o estilo.
Pagode – Em algum tempo histórico, serviu para designar as reuniões sem compromisso, na quais os bambas das Velhas Guardas, entre uma pinga e um torresmo, apresentavam uns aos outros as suas composições. A designação foi apropriada pelo produtor musical Antonio Carlos de Carvalho para designar o samba pasteurizado que uma invenção de sua lavra – o Raça Negra – fez e alcançou o sucesso. A aberração grassou que nem infecção e hoje um grupo de pagode pode ser encontrado em qualquer esquina de toda cidade do país que tenha mais de mil habitantes. O grupo de pagode está para o samba atual que nem o trio esteve para a bossa nova.
Funk Carioca – Apropriação terceiro mundista do ritmo inventado por James Brown e diluído entre raps proibidões, uma batida sem graça, vários tiroteios e “ocupações “ de comunidades feitas pelo CORE e pelo BOPE. Na verdade, o ritmo serve de trilha sonora para as galeras se espancarem nos bailes. Já teve alguns destaques que hoje são apenas sombras que vagam na guerra surda movida entre as facções do crime organizado.
Tentei puxar mais alguma coisa para comentar, mas parei aí. Quem quiser que prossiga. Qualquer dia desses a gente volta a falar nisso. Um abração.

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