sexta-feira, 6 de junho de 2008

Vale a Embalagem




Isso é que pode se falar da ilustração, que é capa de “Rock´n´Roll Queen”(Mott the Hoople). Tirando a faixa-título, o resto é lixo. Essa conclusão pode ser aplicada a um monte de lançamentos, incluindo grandes títulos da lista “Os 1000 discos que você precisa ouvir antes de morrer”. Exemplos? “Araçá Azul”(Caetano Veloso), “Espuma Congelada”(Piti- o da Tropicália), “Tales of Topographic Ocean”(Yes), a maioria dos Elepês de Cat Stevens, todos os recitativos de Bethania escritos pelo Fauzi Arap( as capas dos LPs são ótimas!) e muitos mais discos lançados durante o século passado.
Escrevo sobre ele porque, a partir de 2001, não acompanhei mais profissionalmente a coisa. Vez por outra baixo alguns Mp3 e assim vou ouvindo música, descartando o que prá mim é lixo e estocando o que resta num dos n pendrive que tenho.
No século XX, a embalagem era um componente importante de qualquer lançamento. Quando o padrão CD foi adotado( 1982), a embalagem caiu por terra, pois a miniaturização do produto levou a uma perda de qualidade da imagem apresentada e a embalagem ficou reduzida à proteção, deixando para trás a chamatividade que era uma de suas características.
Ler uma contracapa era fundamental para o entendimento e dava gosto de ir ouvindo o produto e lendo o texto, muitas vezes escrito por alguém de nome e não pertencente a gravadora que bancava a produção. Para falar a verdade, o último grande texto que lí foi o do Tárik na caixa de CDs da Elis Regina. Depois dele, já encontrei texto assinalando a norte-americanidade de Ozzy Osbourne e alguns redigidos à base de ctrl-c/ctrl-v, numa pobreza total e indescritível.
Para me sacanear mais um pouquinho, hoje o texto vêm escrito num corpo microscópico e ler até nome de faixa é um exercício. Eu num guento. Té manhã.

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