sábado, 21 de junho de 2008

Débil Metal






Com raras exceções – e Ozzy Osbourne é uma delas – voz de vocalista de banda de qualquer gênero dito metal é como a foto sugere. O que eu acho mais interessante é o inglês cósmico- aquele inglês de pronúncia indefinida, que não distingue nada de porra nenhuma e no qual o cara excursiona acreditando que tá figurando na fita como se fosse o rei da panqueca frita.
Na verdade, vocalista do gênero está mais para débil metal do que heavy, caso fosse esse o significado daquela entonação de voz misto de jason com extra de “a volta dos morto-vivos” que 11 entre 10 vocalistas das bandas ostentam, declamando letras pseuso satânico-tumulares entre escalas de guitarra de velocidade puramente exibicionista.
A única coisa legal que eu acho no genero é que ele é universal, coisa que o pop não apresenta tanta flexibilidade. Existem bandas metálicas finlandesas, turcas, indonésias, peruanas, filipinas e mexicanas. Basta engrenar o inglês cósmico, uma guitarrada a mil por hora e uma percussão esporrenta e a mistura resulta em um título geralmente tumular como tombstone, sarcófago, krypt ou sons of evil. Aí, a criatividade descabela e aparecem coisas fantásticas. Cirith Ungol é uma delas.
Se o must é generalizar e rotular gêneros como disco music, new wave ou outras coisas mais ou menos pasteurizadas, o metal é, atualmente, o que mais se presta para isso. Tudo soa igual, rosna e se veste de preto. Fora disso parece que a única salvação é não apertar o botão > do player.

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