Esse sábado o segundo caderno do Globo traz matéria com Lula Freire, suas histórias sobre bossa nova, suas gravações, seu apartamento e, num pé de página, a celeuma que está causando o leilão de peças inéditas de Fernando Pessoa por seus herdeiros.Enquanto Lula Freire é obrigado a bancar a gravação em CD das fitas que gravava em seu ampex das reuniões que aconteciam no apê da Toneleiros(ou Tonelero?), em Lisboa a questão é entre herdeiros e o Estado, já que o atual governo declara que vai impedir a saída do material do poeta daquele país. Segundo estudiosos, o material mais impressionante a ser leiloado é a correspondência secreta entre Fernando Pessoa e Aleister Crowley – ídolo de Raul Seixas e do qual Paulo Coelho é apenas uma cópia mal feita.
Tanto o caso Lula Freire quanto o caso Fernando Pessoa dão sentido a ambiguidade que reside no conceito preservação dentro daquilo que se tenta reunir como cultura local. Enquanto aqui se o proprietário do material não se mobiliza para preservá-lo, ele desaparece, lá o proprietário – ao menos na preservação – encontra um Estado com pretensões de fazê-lo.
Numa associação de idéias daquelas dignas de serem baseadas num baseado(vide Ezequiel Neves), encontrei material exclusivo e inédito dentro de minhas coisas! Como já é de conhecimento público, estou digitalizando meu arquivo por uma série de razões, a principal delas para me adequar a revolução tecnológica e a teoria da informação reversa- a qual defendo e estudo. E, nesse trabalho insano me deparei com uma série de gravações ao vivo, indo de Aerosmith até The Tubes, Kinks( dois shows distintos com duas décadas de diferença), Hendrix, Ashford & Simpson, Four Seasons e muitos outros. Estou digitalizando tudo para a posteridade e depois vou dar um grand finale na coisa, montando tudo em CDDA. Como as gravações são praticamente inéditas e estão fora de catálogo, acredito que muita água vá rolar debaixo da ponte. Assim, vamos a luta pois isso interessa apenas a mim e não a um Estado Nacional que, depois dessa, deve me considerar um colonizado cultural daqueles. Sou mesmo e com muito orgulho. Ah! A foto é inédita- O pai de Elvis com o Cel. Tom Parker no jardim de Graceland.

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