quinta-feira, 12 de junho de 2008

Modernidade Ridícula

Se o amor é o ridículo da vida, a tentativa de se fazer moderno também é. Principalmente na Música Brasileira. Cometeram esse vandalismo comportamental com Vicente Celestino, quando um produtor cujo nome a terra esqueceu o fez gravar um repertório bossa nova. E Nora Ney quando gravou “Rock Around The Clock”?
É isso. Assumir certas posturas coloca muita gente que procura um sentido para o trabalho , de repente se colocar no sentido inverso virando chacota. Acho que um dos grandes exemplos históricos dessa colocação está no LP do Som Imaginário que leva o título com o nome tem como registro MOFB 3658(EMI-ODEON), lançado em 1970 e que traz “Feira Moderna”, defendida por eles no Festival da Canção. Como sempre aconteceu na indústria cultural tupiniquim, a melhor coisa a se fazer para faturar um troco e ser novidade, mesmo que essa novidade toque as raias do desespero em indigência ou falta de criatividade.
Tirando “Nepal”, o resto não resiste a um corte epistemológico que seja. Estou usando esse álbum como exemplo devido a tê-lo digitalizado ontem. Resgatei apenas três de suas faixas(“Sábado”, “Nepal” e “Feira Moderna”). O resto não vale a pena nem citação.
Voltando a modernidade, o ser moderno é se sentir moderno e não se fazer moderno. Eu, no meu caso, já não carrego nada que possa ser colocado como traço de modernidade. Acho tatuagem uma coisa ridícula, me visto o mais a vontade possível e reconheço minhas limitações. As únicas coisas que gosto são microinformática e música eletrônica e, mesmo assim, dispenso o consumismo tecnológico desnecessário. Quanto a modernidade, sei que ela existe, mas acho que ainda vai demorar um pouco para eu me chegar a ela. Exemplo? HDTV ou rádio digital. Vou esperar sentado para que a coisa se torne palatável e passe da fase demonstrativa. Não estou nem um pouco ansioso. Aguardo apenas o desfecho. Acho ridículo ficar fantasiando sobre possibilidades e certezas. Já foi o tempo.

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