segunda-feira, 9 de junho de 2008

Models of Yesteryear

A Necessidade é a mãe da invenção, da descoberta e da novidade. Foi a necessidade que fez a cobra andar e o sapo sair pulando. Foi ela que fez as gravadoras norte-americanas buscarem uma saída de divulgação após o primeiro grande escândalo da payola( aqui o famoso jabá), que custou a carreira de muita gente mais ou menos boa, incluindo Alan Freed – considerado o pai e primeiro grande divulgador do Rock and Roll.
A solução encontrada foi o “Radio Express” – uma compilação das “faixas de trabalho” de todos os lançamentos de todas as gravadoras, distribuídas mensalmente à todas as emissoras de rádio, de costa à costa. O serviço existe até hoje e é feito por assinatura, cobrindo todo o segmento considerado pop e, teóricamente, é usado como base para a pesquisa de execução da Billboard.
As faixas de trabalho são as faixas que a gravadora aposta e quer que se torne sucesso dos lançamentos distribuídos em seu suplemento mensal. Antes do Radio Express, a gravadora era obrigada a entregar pessoalmente todo o suplemento mensal em toda a rádio musical de audiência.
Hoje é bem mais fácil se entregar o Radio express, além da economia que é feita nesse tempo de vacas magras. Desde os anos 80 do século passado que o serviço é distribuído mundialmente e, toda a rádio considerada atualizada, é obrigatóriamente assinante. Senão, ela dança legal no high society.
É porisso que é bobagem o artista ir entregar pessoalmente seu lançamento em uma emissora, a não ser que seu empresário negocie uma “promoção”. Sem esta última, a música não vai tocar mesmo que tenha todas as características de sucesso. Quanto as gravadoras, essas disponibilizam os Mp3 interessantes via BBS. É mais fácil, menos custoso e acaba de vez com o jabá desinteressante. Quanto às promoções, elas são negociadas diretamente no departamento comercial da emissora. É assim que a coisa é feita. Na ilustração, um CD da versão latina do Rádio Express, lançada nos anos 90.

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