
A participação do Rádio na minha vida musical é a mesma que a participação da música na minha vida de radialista. Fifty by Fifty e estamos conversados. Foi o rádio que me levou a música e ela que me trouxe ao rádio como profissional.
A primeira pessoa que me levou a um programa de auditório foi a saudosa Maria Botafogo- figura folclórica do Bar 20(Ipanema) e que trabalhava como doméstica na casa de minha vizinha Tia Rute, que não tinha filhos e me tratava como tal.
Maria me levou ao auditório da Rádio Nacional onde vi de perto Caubi Peixoto e Linda Batista(Meus ídolos), numa tarde de domingo na qual um garoto de nove anos saiu completamente siderado de um auditório para 200 pessoas que, pelo esporro lá dentro, parecia que tinha umas 4000. Fomos de 123(Mauá- Ipanema) e, na volta, andamos da Pça Mauá 7 até o Tabuleiro da Baiana pegar o bonde de volta(o Ipanema – que tinha ponto final no Bar 20). Me lembro como se fosse hoje. No dia seguinte- uma segunda feira – comprei o dez polegadas de Linda Batista com “Atiraste Uma Pedra” que, como o de Caubi Peixoto, se perdeu numa de minhas n mudanças.
Foi com a Maria que eu também fui ao Maracanã pela primeira vez ver o Botafogo jogar! Eu sou do tempo de Garrincha em campo, gentiboa! Eu vi ele, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Elton, Pampolini, Rildo, Manga, Veludo, Adalberto, Zagalo, Quarentinha, Gerson, Luiz Carlos e Jairzinho e muita gente no time que transformou minha alma em mais uma estrela solitária, com direito a explosões de alegria e implosões depressivas.
Só por ter me feito dependente físico do rádio e do Botafogo, Maria merece um monumento no meu jardim mental de recordações boas. Ela me apresentou a muitas coisas mais, mas isso são outras histórias que não tem muito a ver nesse espaço.
Quando o rock explodiu na minha cabeça( culpa de Chubby Checker, Bobby Rydell e Joey Dee), comecei a frequentar os programas de auditório que tratavam da coisa. Fui a todos-desde a Rádio Vera Cruz(“Audições Inácio Lins”) até a Rádio Continental(Programa Waldir Pinote), passando pela Radio Mauá(Programa Célia Mara), indo até a Radio Eldorado(“Hit Parade da Juventude” – do Roberto Nunes e o único que era de estúdio), para bater ponto todo sábado no maior programa de todos- “Hoje é Dia de Rock”, apresentado pelo Jair de Taumaturgo e que ia ao ar na Rádio Mayrink Veiga.
Foi neles que conheci o Toni Checker(hoje Tornado), entrei para a turma da Rua do Matoso( Arlênio Lívio manda lembranças- também entrou para o rádio que nem eu) e tratei de igual para igual com Renato Barros, Paulo Cesar seu irmão, Toni( baterista e meu vizinho de “jornalistas”) e a primeira mulher pela qual eu quase fiz merda – a Lilian Knapp.
Depois de uns nove anos infrutíferos de tentativas, sexo, mentiras, videotapes + sexo, drogas e rocknroll, notei que a batida da minha banda tava com pouco álcool e fui parar como operador de áudio e produtor da Rádio Nacional( ainda nos 980Khz).
De 72 até 94, passei por umas oito funções distintas no veículo. Participei das “40 +DA AMERICA HUM”- a grande revolução no rádio musical carioca e fui um dos fundadores da “Antena 1 Radiodifusão”. Em 94, um dono de rádio que não me deixava trabalhar e interferia o tempo todo me demitiu por eu ter batido de frente com ele. Nunca mais botei os pés numa emissora. De lá até agora, fiquei apenas como ouvinte.
Mas, os tempos m-u-d-a-r-a-m!!!!!- É! A microinformática fez o sol se levantar novamente numa terra de anões onde só havia crepúsculo! O barateamento do hardware e a democratização de possibilidades foi um canto para a alvorada na agora terra de gigantes que, me desculpem o clichê, nunca tinha ouvido isso antes.
Hoje em dia, para desespero dos dos proprietários de Rádio, TV e Jornal, qualquer um que se preze pode assumir a posição de fornecedor de conteúdo! E a um custo que derruba qualquer pretensão monopolística de quem quer que seja!
Com um equipamento orçado em US$ 4.000 , eu – agora fornecedor de conteúdo – tenho condições de competir com um radiodifusor detentor de um equipamento de US$ 30 Milhões e ganhar a corrida! Minha conta de luz tem custo doméstico. – A dele? Minha folha de pagamento é orçada em horas-bunda. –A dele? Tenho acesso a tudo que ele tenha, com a mesma rapidez, e, quem decide a utilização ou o descarte sou eu.
A primeira pessoa que me levou a um programa de auditório foi a saudosa Maria Botafogo- figura folclórica do Bar 20(Ipanema) e que trabalhava como doméstica na casa de minha vizinha Tia Rute, que não tinha filhos e me tratava como tal.
Maria me levou ao auditório da Rádio Nacional onde vi de perto Caubi Peixoto e Linda Batista(Meus ídolos), numa tarde de domingo na qual um garoto de nove anos saiu completamente siderado de um auditório para 200 pessoas que, pelo esporro lá dentro, parecia que tinha umas 4000. Fomos de 123(Mauá- Ipanema) e, na volta, andamos da Pça Mauá 7 até o Tabuleiro da Baiana pegar o bonde de volta(o Ipanema – que tinha ponto final no Bar 20). Me lembro como se fosse hoje. No dia seguinte- uma segunda feira – comprei o dez polegadas de Linda Batista com “Atiraste Uma Pedra” que, como o de Caubi Peixoto, se perdeu numa de minhas n mudanças.
Foi com a Maria que eu também fui ao Maracanã pela primeira vez ver o Botafogo jogar! Eu sou do tempo de Garrincha em campo, gentiboa! Eu vi ele, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Elton, Pampolini, Rildo, Manga, Veludo, Adalberto, Zagalo, Quarentinha, Gerson, Luiz Carlos e Jairzinho e muita gente no time que transformou minha alma em mais uma estrela solitária, com direito a explosões de alegria e implosões depressivas.
Só por ter me feito dependente físico do rádio e do Botafogo, Maria merece um monumento no meu jardim mental de recordações boas. Ela me apresentou a muitas coisas mais, mas isso são outras histórias que não tem muito a ver nesse espaço.
Quando o rock explodiu na minha cabeça( culpa de Chubby Checker, Bobby Rydell e Joey Dee), comecei a frequentar os programas de auditório que tratavam da coisa. Fui a todos-desde a Rádio Vera Cruz(“Audições Inácio Lins”) até a Rádio Continental(Programa Waldir Pinote), passando pela Radio Mauá(Programa Célia Mara), indo até a Radio Eldorado(“Hit Parade da Juventude” – do Roberto Nunes e o único que era de estúdio), para bater ponto todo sábado no maior programa de todos- “Hoje é Dia de Rock”, apresentado pelo Jair de Taumaturgo e que ia ao ar na Rádio Mayrink Veiga.
Foi neles que conheci o Toni Checker(hoje Tornado), entrei para a turma da Rua do Matoso( Arlênio Lívio manda lembranças- também entrou para o rádio que nem eu) e tratei de igual para igual com Renato Barros, Paulo Cesar seu irmão, Toni( baterista e meu vizinho de “jornalistas”) e a primeira mulher pela qual eu quase fiz merda – a Lilian Knapp.
Depois de uns nove anos infrutíferos de tentativas, sexo, mentiras, videotapes + sexo, drogas e rocknroll, notei que a batida da minha banda tava com pouco álcool e fui parar como operador de áudio e produtor da Rádio Nacional( ainda nos 980Khz).
De 72 até 94, passei por umas oito funções distintas no veículo. Participei das “40 +DA AMERICA HUM”- a grande revolução no rádio musical carioca e fui um dos fundadores da “Antena 1 Radiodifusão”. Em 94, um dono de rádio que não me deixava trabalhar e interferia o tempo todo me demitiu por eu ter batido de frente com ele. Nunca mais botei os pés numa emissora. De lá até agora, fiquei apenas como ouvinte.
Mas, os tempos m-u-d-a-r-a-m!!!!!- É! A microinformática fez o sol se levantar novamente numa terra de anões onde só havia crepúsculo! O barateamento do hardware e a democratização de possibilidades foi um canto para a alvorada na agora terra de gigantes que, me desculpem o clichê, nunca tinha ouvido isso antes.
Hoje em dia, para desespero dos dos proprietários de Rádio, TV e Jornal, qualquer um que se preze pode assumir a posição de fornecedor de conteúdo! E a um custo que derruba qualquer pretensão monopolística de quem quer que seja!
Com um equipamento orçado em US$ 4.000 , eu – agora fornecedor de conteúdo – tenho condições de competir com um radiodifusor detentor de um equipamento de US$ 30 Milhões e ganhar a corrida! Minha conta de luz tem custo doméstico. – A dele? Minha folha de pagamento é orçada em horas-bunda. –A dele? Tenho acesso a tudo que ele tenha, com a mesma rapidez, e, quem decide a utilização ou o descarte sou eu.
Não tenho que aguardar por decisões- as vezes completamente estapafúrdias. E, por último, não sou obrigado a bater de frente com ninguém e só me queimo na MINHA fogueira de vaidades. Eu garanto o prazo e a validade do meu produto. Não sou obrigado a empenhar minha palavra numa- as vezes – mentira. A única desvantagem dessa coisa toda é que sou autônomo, não tenho férias nem 13º salário. Se não produzir, babau!
Isso tudo serve para explicar que a minha rádio – a “HITECH- A RÁDIO QUE TOCA O QUE EU GOSTO” está em testes e, mais dia menos dia, estará na rede. Se você quer saber como se comporta uma radionet e a sua qualidade de áudio, ouça a RADIO MALAVEIA. Nesse momento, você que me lê vai ouvir a RADIO MALAVEIA aqui.
Escrevi tudo isso para dizer que, apesar dos pesares,continuo um addict de radio e sou apaixonado pelo veículo. E que agora, com as possibilidades que a Internet oferece, eu não posso deixar essa chance passar batida. E, para melhorar a coisa, fazendo a coisa bem feita vai ter lugar ao sol para todo o mundo. Garanto.
Isso tudo serve para explicar que a minha rádio – a “HITECH- A RÁDIO QUE TOCA O QUE EU GOSTO” está em testes e, mais dia menos dia, estará na rede. Se você quer saber como se comporta uma radionet e a sua qualidade de áudio, ouça a RADIO MALAVEIA. Nesse momento, você que me lê vai ouvir a RADIO MALAVEIA aqui.
Escrevi tudo isso para dizer que, apesar dos pesares,continuo um addict de radio e sou apaixonado pelo veículo. E que agora, com as possibilidades que a Internet oferece, eu não posso deixar essa chance passar batida. E, para melhorar a coisa, fazendo a coisa bem feita vai ter lugar ao sol para todo o mundo. Garanto.
Quanto a foto, ela é de Alan Freed - o homem que saiu de uma banda de swing("Sultans of Swing") para ser o cara que cruzou Rock and Roll com música pela primeira vez e foi destruído pela maldade alheia que o acusou de jabazeiro( o famoso "payola scandal"). Mais tarde, Ben Fong-Torres( o maior jornalista de rock de todos os tempos) provou que as acusações eram mentirosas. Depois eu conto tudinho!

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