
Tenho a impressão que o silêncio que faz trilha para a manhã desse somingo é em homenagem ao Jamelão, resistente até a última trincheira. É o terceiro da música nacional que bate as botas nesse mês- e ainda falta uns 40 dias para o início de agôsto, né mesmo?
Morrisey é que tem uma letra que fala que todo dia é cinza como domingo(“Everyday is like Sunday/Everyday is dark and gray”). Já para mim, domingo sempre foi dia de trabalho, já que dar plantão em redação é ir de encontro ao nada, como em qualquer outro dia no qual você cumpre a jornada, como num jogo de baralho onde você sempre perde tempo e dinheiro, pois nunca te pagam o devido.
Essa mais valia sempre pesa em qualquer relação, seja ela de trato ou de cultura, seja no falecido Jamelão ou num Morrisey vivo e obscuro. Na minha visão crítica, Jamelão- apesar da idade – nunca venceu seu prazo de validade. Foram 58 anos à frente do samba-enrêdo, colocando voz e afinação para a multidão que desfilava os temas propostos e vencidos na quadra por alguém da ala dos compositores. Já quanto a Morrisey- sua validade se encerrou em alguns trabalhos(“The boy with the thorn in his side”, “Panic” e a já citada) e teve como destino a estante e o sumiço. Que nem eu quanto a vida profissional. Fiquei ultrapassado e ponto final. Ninguém me quis mais. Também não fiz peregrinação a cata de emprego. E recusei dois convites para voltar ao lugar de onde tinha sido demitido.
Apesar da fantasia, é nessas horas que você vê como não é bom precisar do holofote, ser alguém entrevistável. No dia que a moda própria acaba, você vira uma Gloria Swanson a procura de um crepúsculo dos Deuses próprio, em busca de uma última atração que dê sopro de vida ao boneco de barro que você encarna. Isso é que é crueldade mental. Tenho pena das Gretchen da vida, das capas de playboy e de quem apareceu por um momento. Como diria o velho Carlos Inácio, nada substitui o talento. Ele é que vale.E isso Jamelão tinha de sobra.
Morrisey é que tem uma letra que fala que todo dia é cinza como domingo(“Everyday is like Sunday/Everyday is dark and gray”). Já para mim, domingo sempre foi dia de trabalho, já que dar plantão em redação é ir de encontro ao nada, como em qualquer outro dia no qual você cumpre a jornada, como num jogo de baralho onde você sempre perde tempo e dinheiro, pois nunca te pagam o devido.
Essa mais valia sempre pesa em qualquer relação, seja ela de trato ou de cultura, seja no falecido Jamelão ou num Morrisey vivo e obscuro. Na minha visão crítica, Jamelão- apesar da idade – nunca venceu seu prazo de validade. Foram 58 anos à frente do samba-enrêdo, colocando voz e afinação para a multidão que desfilava os temas propostos e vencidos na quadra por alguém da ala dos compositores. Já quanto a Morrisey- sua validade se encerrou em alguns trabalhos(“The boy with the thorn in his side”, “Panic” e a já citada) e teve como destino a estante e o sumiço. Que nem eu quanto a vida profissional. Fiquei ultrapassado e ponto final. Ninguém me quis mais. Também não fiz peregrinação a cata de emprego. E recusei dois convites para voltar ao lugar de onde tinha sido demitido.
Apesar da fantasia, é nessas horas que você vê como não é bom precisar do holofote, ser alguém entrevistável. No dia que a moda própria acaba, você vira uma Gloria Swanson a procura de um crepúsculo dos Deuses próprio, em busca de uma última atração que dê sopro de vida ao boneco de barro que você encarna. Isso é que é crueldade mental. Tenho pena das Gretchen da vida, das capas de playboy e de quem apareceu por um momento. Como diria o velho Carlos Inácio, nada substitui o talento. Ele é que vale.E isso Jamelão tinha de sobra.

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