domingo, 29 de junho de 2008

RAUL


Hoje, Raul dos Santos Seixas estaria fazendo um dia de nascido. Preferi falar ontem sobre a mentira a respeito de Jimi Hendrix e deixar para este domingo de manhã umas verdades sobre aquele que povoou o imaginário do conflito de gerações nacional, com o mito do rockstar rebelde e sem causa.
Raul estaria com mais de 60 anos, demonstrando a todos a sua desconfiança comportamental com todos que tivessem mais de 30 anos. Só o tempo mostraria se ele não era besta prá tirar uma de herói musical para si, já que para outros foi herói e salvador da pátria, pois se não fosse ele, Jerry Adriani(“Doce Doce Amor”) e Renato & Seus Bluecaps(“ Muito obrigado e aquele abraço porque eu já vou”)teriam pendurado as chuteiras mais cedo e Sergio Sampaio(“Eu quero é botar meu bloco na rua”) nem sucesso faria.

Todas as três estrofes entre aspas citadas acima são resultado de seu excelente trabalho como produtor de discos(na CBS e na Philips), feitos antes de estourar com “Ouro de Tolo”.
A maioria das pessoas só conhece o lado maluco tristeza de Raul, sem sexo, com muita droga e pouco Rock and Roll. Para quem conheceu Raul na sua fase Jardim-de-Alá e se afastou dele com a chegada de Paulo Coelho, a recordação é bem agradável, pois ele e Edith formavam o protótipo do casal Maluco Beleza, abandonado bruscamente com a chegada e presença marcante da cocaína. A partir dessa brizolização, a carreira de Raul transformou-se na maldição de retirar “advanceds” e estar sempre devedor da gravadora, se transformando num dos integrantes do “trio maldição” – ele, Tim Maia e Luiz Melodia- detestados por funcionários e executivos das empresas que os tiveram sob contrato, devido a sua total irresponsabilidade, antiprofissionalismo e inconsequência.

No próximo dia 21 de agôsto, vão fazer 19 anos que Raul nos deixou. Vamos ver o que é que vão falar da nossa versão de rocker.

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