sábado, 5 de julho de 2008

Reprises

Apesar de me concentrar mais no lado poprock da coisa, minha predileção por faixas em vez de trabalhos também tem seu lado brega. Assim sendo, não tenho o mínimo pudor em revelar que coloco “Reprises”( Marcio Greyck), “Deslizes” e “Cebola Cortada”(Fagner), “Dois prá lá/Dois prá cá” e “Madalena”(versões gravadas por Elis Regina), “Ana Júlia”(Los Hermanos) e outras que me falha a memória no mesmo pé de clássicos( na minha visão) como “Any Time at All”(The Beatles), citando apenas um para não me alongar mais nessa listagem de tops(sempre na minha visão, repito). Mesmo assim, reprises de aúdio e vale a pena ver de novo ad nauseam também cansam.
Exemplos? Dou vários. Não consigo mais reouvir “Stairway to Heaven”. Também não consigo mais ouvir “Angie” e “Wild Horses” eu ouvi, no máximo, umas quatro vezes em toda minha vida de orelha atenta. A mesma coisa fica para a maioria das faixas gravadas por Janis Joplin e Joan Baez. Outra que pode ir direto para o ralo é Joni Mitchell. Isso não acontece com Carly Simon, Linda Ronstadt, Madonna, Chrissie Hinde e-Ah,ela!- Grace Slick, minha eterna musa desesperadora.
Nunca gostei muito de “Guns and Roses”, mas acho “Patience” bem legal. Como também nunca fui chegado ao “Black Sabbath”, mas acho “The Witch” uma das grandes coisas do final da década de 60.
Não sou muito de reouvir ou viver de reprises, pois elas trazem a memória coisas que eu já esqueci e não quero lembrar. A vida oferece bem mais momentos felizes. Para que reprises?
Isso tudo me veio a cabeça depois que resolvi responder ao quis do site do Estadão sobre o Rock in Rio. Acertei oito de dez perguntas( ver ilustração).

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