Se, ao digitalizar vinis para meu primo topei com produções indigentes, nessa madrugada eu dei de cara com um dos discos ao vivo mais brilhantes produzidos aqui. Trata-se daquele Lp do Cazuza que abre com “Vida Louca Vida” e fecha com “Faz Parte do Meu Show”. Disco no qual a Síndrome de Imunodeficiência adquirida é confessada entre microssulcos.O vinil é histórico para mim em vários sentidos, já que êle é bem melhor que o do RPM e tem momentos ao vivo ótimamente registrados, como aquele “obrigado” e o “vocês querem ouvir o quê?” na introdução de “Faz parte do meu show”. Quanto ao instrumental, acredito que “ O Tempo não Pára” foi definitivo em alguns asperctos, pois nem no ao vivo do Lulu as guitarras estão tão bem definidas.
Esse Lp é uma demonstração de que o Rock Brasileiro não foi tão indigente na música brasileira como querem fazer crer alguns que teimam nisso. Na verdade, a exploração que marchou ao lado da coisa é que gerou algumas aberrações como o “Zero” e o “Dr.Silvana”.
No rescaldo, tivemos a aparição de Renato Russo e os Titãs. Capital Inicial e Paralamas continuam a assombrar a cena dentro da quela mesma comparação já feita aqui entre o Aerosmith e os Rolling Stones. É isso.

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