quarta-feira, 16 de julho de 2008

50 anos de Bossa Nova!

A Bossa Nova completa meio século e, dentro das histórias que a ponteiam, vêm a tona a chatura, a ingratidão eo egocentrismo de João Giberto, a quem todos creditam uma batida diferente de violão que Garoto já fazia bem antes e uma voz definitiva que Chet Baker também já fazia antes.
Quem ouvir os 78 RPM de Janet de Almeida, gravados na Continental(“Pra que discutir com Madame”, etc) vai ouvir de onde saiu muita coisa que a “criatividade” de João Gilberto ostenta, em detrimento de Dick Farney, Lucio Alves( meu chefe na TV RIO) e Johnny Alf. Apesar das loas e boas tecidas por Ruy Castro em seu livro defintivo sobre esse gênero que cindiu a música Brasileira(“Nos Tempos da Bossa Nova”), dar tanto cartaz a essa mala é jogar para o alto a obra dos já citados acima e mais Tito Madi.
Eu, de minha parte, no que diz respeito a João Gilberto e a seu clone, Caetano Veloso( que sempre quis ser João Gilberto), faço coro com a frase lapidar de Paulo Francis, “Tá com saudade da Bahia? Volta prá lá......”
Lembrei dessa coisa toda ao ler a matéria que o “Segundo caderno”(O GLOBO) fez com Tito Madi em seus 79 anos de vida. E, para ajudar ainda mais a mostrar que esse cinquentenário de Bossa Nova não acrescenta nada, quero que o livro que o Tarik de Souza está escrevendo sobre o Samba Top saia logo. Sei que a pesquisa vai ser extensa e o texto vai ser definitivo.
O SambaTop teve, entre seus expoentes, Ed Lincoln, Orlann Divo e Pedrinho Rodrigues. Acredito que Wilson Simonal e Jorge Ben tenham grandes influências desse movimento que integrou a minha visão carioca sobre a música Brasileira.
Quanto ao Tarik, esse me deve um texto tão bom quanto aquele da caixa comemorativa da Polygram sobre Elis Regina.

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