
Em 1962, a música pop mudou a batida. A revolução iniciada com Buddy Holly & The Crickets se consolidava pelo ar e pela graça de quatro músicos de Liverpool, que chegavam as paradas com um single promissor, intitulado “Love me Do”. Até chegarem a gravar na EMI, levados por um dono de loja de discos meio gay e que era apaixonado pelo baixista do grupo, eles fizeram teste na concorrente DECCA, foram reprovados( a história se repetiu aqui: a “Blitz” teve “Você não soube me amar” recusada pela Warner Music), foram passar temporadas na Alemanha tocando em bibocas, perderam um baixista e, por imposição do cara meio gay, trocaram de baterista.
A pergunta que não quer calar, feita por mim depois desse tempo todo é a seguinte: e se a história fosse outra, “Love me Do” um fracasso e nada acontecesse? Como seria a história do pop dos anos 60 para cá? O que é que o conflito de gerações escolheria como trilha sonora própria?
Graças ao Coronel Tom Parker, Elvis havia mudado de lado e estava competindo com Frank Sinatra e o cenário europeu não tinha nenhuma figura de destaque se impusesse, a não ser uma insossa música pop italiana, surgida na cola de Elvis(vide Bobby Solo- que o imitava descaradamente até no penteado)e que fez algum sucesso nas Américas devido a imigração de nenos, nenas e nonas.
A pergunta que não quer calar, feita por mim depois desse tempo todo é a seguinte: e se a história fosse outra, “Love me Do” um fracasso e nada acontecesse? Como seria a história do pop dos anos 60 para cá? O que é que o conflito de gerações escolheria como trilha sonora própria?
Graças ao Coronel Tom Parker, Elvis havia mudado de lado e estava competindo com Frank Sinatra e o cenário europeu não tinha nenhuma figura de destaque se impusesse, a não ser uma insossa música pop italiana, surgida na cola de Elvis(vide Bobby Solo- que o imitava descaradamente até no penteado)e que fez algum sucesso nas Américas devido a imigração de nenos, nenas e nonas.
Será que o pop sobreviveria idolatrando o cadáver de Buddy Holly como o cinema conseguiu sobreviver mitificando James Dean? Ou ficaríamos para frente repetindo a fala do personagem de “American Grafitti” na qual ele assinala que o rock morreu naquela fatídica queda de avião?
Nota: Hoje , além de ser um 4th of July, é o meu post de número 180. Do post nº 1 até este, descrevi 180 graus entre opiniões, tomar partidos, falar deles, delas e de muita música que ouvi, gostei, não gostei e me recusei a falar a respeito. Reafirmo que o pop ainda têm jeito e que, se pudesse, riscava do mapa qualquer traço de bunda music e desse funk carioca, que começou bem, virou proibidão e hoje tá inaudível. Best Reggards!

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