Realmente os tempos mudam e a gente vai vendo que quem não se adapta a novidade, dança. Em São Paulo, não se compra nem se vende mais uma dúzia de bananas. Ron Wood está internado numa clínica de desintoxicação alcoólica. Bob Dylan vai lançar um álbum quádruplo de vinil(É!!!!!)e , com a possível aprovação do PL do senador Eduardo Azeredo, as gravadoras poderão investir contra os usuários que trocam mp3 pela rede.Pelo PL do Senador Azeredo, é ele(senador Azeredo) que vai dizer o que é o bom uso de um computador, sabiam? Quem descobriu isso não fui eu não. Foi o Sergio Amadeu, lutador pelo Software Livre e mantenedor de um blog sobre o assunto. Falando em software livre, pelo PL do senador Azeredo só é possível ao internauta usar como browser o Internet Explorer. Qualquer browser que desrespeite as regras de segurança – como o Firefox- é considerado contra a lei. E ainda tem gente que vêm em defesa, como o senador petista Aloísio Mercadante, num caso explícito de corporativismo.
Quem deve estar batendo palma com as nádegas diante desse projeto é a indústria fonográfica, já que o retrocesso causado pelo PL vai ser tal que todos os privilégios de seus executivos serão mantidos mais alguns anos, caso ele seja aprovado.
Por um bom tempo eles fugirão de auditorias feitas pelas matrizes, como foi o caso da EMI, que submeteu a subsidiária tupiniquim a uma devassa digna daquela que condenou Tiradentes. Descobriu trambique em cima de trambique e, ao demitir toda a diretoria, deu satisfação aos acionistas que queriam lucro verdadeiro em vez de lucro ficcional.
E essa idéia de Bob Dylan de lançar um álbum quádruplo em vinil? Segundo release da gravadora, o lançamento vai trazer muita coisa inédita- gravada entre 1989 e 1997. A maioria deve ser daquela fase “Tim maia” de Dylan- quando ele se converteu religiosamente pela enésima vez- oscilando entre catolicismo e judaísmo que nem meu sobrinho de cinco anos oscila entre Flamengo e Botafogo. Falando em Dylan, quem lançou memórias foi a Suze Rotolo, primeira mulher dele, ainda nos anos 60, e que segurou a barra do acidente de moto que quase o matou. O livro já virou best seller e, ao que tudo indica, vai chegar ao top first. É ela que aparece na capa do “Freewheelin Bob Dylan”.
Nota: eu escrevi senador com “s” pequeno propositalmente, numa paráfrase ao que Victor Hugo fazia a Napoleão III, que gostava de ser chamado de “Le Grand” e o escritor só o chamava de “Le Petit”. Eduardo Azeredo nunca será um Senador. Será sempre um senador. Além da história do mensalão mineiro, ele é um cagão medroso, que fugiu de BH quando governava MG, com medo do motim da PM da qual ele próprio era o comandante nominal.Aargh!

Nenhum comentário:
Postar um comentário