A tecnologia realmente é muito difícil de encarar, né mesmo? No momento em que digito esse texto, eu experimento meu projeto de rádio hitech second, dentro do formato AC, com tricas, sempre abrindo com uma instrumental, uma nacional no meio e fechando cum flash daqueles inesquecíveis, todos middleware anos 70/80.Ontem , mais que cansado depois da última praiosa por algum tempo, já que vou para BH dar um trato na minha mudança definitiva, eu tava pensando nessas coisas. – Quando que, no século XX eu ia pensar numa coisa dessas? Trabalhar com trilha sonora experimental? E ainda mais ajustando- a num computador multifunção!
Todas as duas emissoras, hitech 1 e hitech 2, estão utilizando arquivos mp3 oriundos de duas fontes: o http://music.download.com/ , que é de onde sai o playlist- com arquivos cedidos para downloads pelos artistas novos e a minha antiga discoteca de vinil, a qual estou digitalizando passo a passo e já extraí 1290 faixas tocáveis em qualquer época. Têm coisa que gravadora nenhuma vai digitalizar pois eu duvido que eles ainda tenham os masters, ainda mais conhecendo por dentro como é que eles operam.
O que não entra na minha cabeça é o porquê da indústria do disco não se reformular e se adequar aos novos tempos. É muita ganância querer manter um status que já era contestado há décadas, levou uma porrada com a produção independente, sofreu bastante com o crime organizado, o qual democratizou a pirataria antes feita internamente por executivos das empresas e levou o último baque com o mp3.
Ganância para alguns, burrice para outros, o resultado está aí. Apesar de tudo o que acontece, com a venda de CDs caindo dia a dia, eles continuam a armar barricadas, a última delas tendo na frente o PL do Senador Eduardo Azeredo criminalizando a Internet e suas "atividades ilegais". O projeto, vago e arbitrário, está sob o crivo de todos que entendem suas entrelinhas completamente retrogradas e recessivas. Só de olhar bem para a fisionomia do autor do PL, nota-se que o retrocesso não está só no PL. Está nele também. Eduardo Azeredo vai passar a história em dois momentos não muito meritórios: fugiu de BH por causa de um motim da PMMG em 1997 e agora, por tentar introduzir na rede uma reserva de mercado para as grandes corporações. Re$ta $aber o que é que ele ganha com i$$0.

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