“Sexta-Feira da PaixãoEu comi carne de bode
Cada um faz o que pode
A Deus eu peço perdão”
Com essa estrofe contida num clássico de Zito Borborema e seus Cabras da Peste, dou início a mais esse post sem compromisso, sem lenço,sem nada disso e até sem documento.
De vez em quando viro poeta e saio versejando/ as letrinhas arrumando/ prelas ficarem ordenadas e bonitinhas na minha poesia de pé quebrado.
Meu texto vale tanto quanto dez réis de mel coado. Portanto meu sexto sentido assinala que quando abro a mala das idéias saem barulhos, ruídos, onomatopéias e muita confusão sonora, que me traz a rima em cima da hora, como numa biblioteca computacional, com todas as Dlls a disposição do programador, que encaixa o implemento ao seu dispor no momento certo.
Escrever assim parece ritmo de música, que nem aqueles blues de doze acordes que eles levam lá e o pagode com refrão que toda mesa de boteco tem uma meia dúzia de 3 ou 4, batendo com a mão e derrubando a cerveja do copo, num ora veja de clichês e nenhum ritmo, tudo desafinado.
As vezes me machuco e termino inopinada a frase dum poema que assino, seja nome ou pseudônimo, nome de guerra ou apelido, escondendo o meu eu para uma eternidade de momento, tendo no pensamento a cidade e a idade do encantamento, na falsidade de uma rima quase áurea mas fictícia.
Escrevo que nem alfaiate do primeiro ano. Eu digito e erro. Ele pega na tesoura, saicortando o pano, faz o molde e depois passa a ferro, engomadinho. Fica tudo vincado no cálculo enquanto meu texto sai calculado e frio(brrrrrrrr!).
Amanhã eu volto quente e rente, com muita coragem para falar bobagem. Hoje não que é sexta-feira, meu final de viagem semanal. Ponto final.

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