Eu já falei aqui algumas vezes que eu nunca gostei de Elvis. Na verdade, não sabia qual era o apelo que ele tinha, já que seu rebolado eu achava meio gay. O mesmo aconteceu com Marlon Brando, que não me disse nada até “O Poderoso Chefão”. James Dean? Para ser sincero eu vi “Vinhas da Ira”( acho. Não sei se foi ele) e chega. Sua morte ao volante de um Porsche RS61 foi bem mais significativa que seus três passos por Hollywood.Na verdade, o mix cultural da minha infância tinha grandes doses de rádio, pitadas de TV e alguma coisa impressa, como “Radiolândia”, Revista do Rádio”, “Revista do Esporte” e uma coisa que tentaram reviver nesse milênio, mas que não teve o apelo que tinha na minha época – Os álbuns de Figurinhas!
Os melhores eram os da Editora Vecchi- que possuía no catáologo os clássicos “ A Locomoção Através dos Tempos”, “Rodas, Velas e Asas” e “Animais Selvagens”. Esses eu tenho completos e guardo a sete chaves.
No final dos anos 50 apareceram os álbuns com “figurinhas premiadas”- as carimbadas e difíceis de serem conseguidas. Eu consegui-a duras penas- completar o “Titulares do Futebol”, que tinha como carimbadas Oreco(Corinthians), Américo(Palmeiras) e muitos outros desconhecidos, num sortimento completamente diferente da seleção que tinha ganho o campeonato na Suécia um ano antes!
No disco, aconteceram certas semelhanças com esses álbuns de “figurinhas premiadas”. Os lançamentos variavam ao gosto da Direção Comercial das gravadoras que, quando cismavam que uma coisa não ia vender, era um santo sacrifício a Produção Internacional conseguir lançar.
Exemplos? Cream: na época certa teve apenas dois elepês lançados: O “Disraeli Gears” e o “Goodbye”. “Wheels of Fire” não foi lançado porque era……duplo! “Derek & The Dominoes” foi reduzido a single, da mesma forma que “Tommy”(The Who- o original). As desculpas não existiam e como o Brasil era um bom mercado, as direções daqui não eram obrigadas a dar explicações à matriz.
A discografia dos Beatles em catálogo só foi unificada à Britânica no final dos anos 70. O mesmo aconteceu com a dos Stones, já que-até 74- o que havia era uma mistura entre os lançamentos da London(EUA) e Decca(GB).
Muito material importante do Rock Inglês não mereceu a atenção das subsidiárias locais das gravadoras que os tinham sob contrato. Exemplos são vários, a saber- Manfred Mann, Kinks, Spencer Davis Group, John Mayall Bluesbreakers, Pretty Things, Dave Clark Five, Swingin Blue Jeans e Them. Para se ter uma idéia, “Baby Please Don´t Go”(Them, sucesso em compacto de 65 chegou ao Brasil via o filme “Good Morning Vietnam”. Querem mais?

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