Essa foi a primeira canção composta em homenagem a Phil Spector. Foi feita pelo trio Holland/Dozier/Holland, ao ouvirem a história que Marvin Gaye contou a Berry Gordy de como havia recusado a sair da Motown e entrar para a Phylles- o selo pertencente ao então Midas do pop, que havia ligado para o pai dele( o mesmo que o matou anos mais tarde) numa tentativa de convida-lo a gravar. O ano? 1963. Marvin era um estreante e tinha gravado alguma coisa sem pretensão para o selo TAMLA- um dos vários selos subsidiários que BErry Gordy usava para ir testando regionalmente suas descobertas até lança-las nacionalmente na MOTOWN.Quanto a Phil, estava no auge- com as Ronettes e o Righteous Brothers à toda na parada e faturando um top first atrás do outro com seu “wall of Sound”. “Can I Get a Witness” foi a quinto lugar na parada pop e primeiro na de black music.
Em 1964, quando da gravação do “England Newest Hitmakers”, os Rolling Stones regravaram a faixa, com dois “session man” inesperados, que estavam em Londres e foram até o Regency Studios(DECCA) para uma visita: Gene Pitney e o próprio Phil Spector. Os dois gravaram outra faixa de bonificação(“Now I got a Witness”), que também está no LP, tanto na versão LONDON quanto na versão DECCA.
Se Jerry Lee Lewis, Elvis, Chuck Berry, James Brown e Carl Perkins foram os verdadeiros “superbads” do Rock e do Pop como artistas, Phil foi o “Superbad” por trás da mesa de som.Igual a ele só mais quatro: Mickie Most( produziu Animals e fabricou Hermans Hermitts), Bruce Botnick(Fez a barulheira gerada por Morrison e acompanhantes virar o Doors), Brian Wilson(dispensa apresentações)e Felix Pappallardi( sem ele não haveria o Cream). O resto foi todo figuração perto do que eles cinco fizeram.
Se no palco haviam superbads que eram presos por corrupção de menores, porte de armas e drogas, dirigirem bêbados, não pagarem pensões devidas e arranjarem todas as pendengas possíveis com a polícia, alguns de trás das carrapetas das mesas de som não deixavam por menos. Phil era um deles.
Convidado pelo bad boy Dennis Hopper para trabalhar em “Easy Rider”, Phil não se limitou a dar palpites na trilha sonora. Representou na película o papel do traficante que compra a heroína de Dennis e de Peter na cabeceira da pista do aeroporto.
Convidado pelos Beatles para produzi-los, foi a Londres e fez a sua versão wall para Lei it be. Convidado por Joey Ramone, ele e o grupo fizeram “Rockn Roll Radio”- a verdadeira sinfonia da vitória para jovens adolescentes.
Hoje, Phil é apenas um condenado. Condenado por uma das histórias malucas em que se meteu sem ter a mínima noção de como chegar a um ponto, qualquer que fosse ele. Será que ele matou mesmo sua mulher em 2003? Se ele tivesse uma testemunha(If he got a Witness) que o inocentasse, acredito que ela seria a faixa-encerramento da trilogia iniciada com o título desse post.
nota: hoje fazem 55 anos que Bill Haley entrou em estúdio para gravar "Rock Around The Clock"

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