domingo, 19 de abril de 2009

Droga de Vida

Graças ao mau-caratismo de alguns que se julgavam espertos, o problema das drogas fugiu do controle social e, de forma epidêmica, vem realmente assolando todas as manifestações do grupo, sejam culturais ou apenas de interação.
Esses mau-caráter, em sua esperteza burra, enxergaram diversas maneiras de se ganhar dinheiro com aquilo que era uma manifestação endêmica, porém controlada e a transformaram numa manifestação bestial que conseguiu reestruturar o crime organizado num formato pós- “Lei Seca”, articulando várias máfias completamente dependentes da droga e especializadas, cada uma delas, nos vários estágios do tráfico, a saber o plantio, o refino, o transporte, a distribuição e a comercialização.
A logística da coisa é acadêmica e todos os elos são completamente bem estruturados e separados, indo de quem oferece a droga à população até a quem oferece “serviços” no sentido de livrar a população da droga. Os extremos se tocam na constatação de que as duas metades da estrutura são interdependentes.
Os sanatórios, o poder de polícia, os advogados, terapeutas, lutadores em campanhas antidroga, o traficante e o produtor dependem do consumo. Para que haja consumo são necessários dependentes. Não é necessário dizer que o círculo vicioso sempre vai realimentar a coisa, proporcionando matéria- prima para que todos tenham atividade e demonstrem a necessidade de seus serviços. Resumindo a ópera: Isso não vai acabar nunca.
A droga e a sua existência já foram românticas em algum lugar do passado. Baudelaire,Cole Porter, Jean Cocteau, Edgar Allan Poe e até Sigmund Freud louvaram seus efeitos e ficavam admirados de sua própria performance como drogados.
Não foi a toa que Porter compôs “I´ve Got You Under My Skin”. Ou então uma conhecida dupla do Rock compareceu com “Silver Train”. Se formos pensar nas alucinações e na psicodelia, aí o comparecimento é em massa, já que pouquíssimos artistas e músicos nos anos 60 não experimentaram o LSD nas caravanas de Timothy Leary e Ken Kesey.
Hoje a droga é realmente uma droga e chatésima de se aturar. Ela realmente é um problema que desagrega e embrutece, transformando seres saudáveis em vegetais sofrendo de delírio ambulatório.
Escrevi isso nesse domingo depois de ver no “Terra” uma boa matéria sobre a penetração dessa lástima chamada “crack”. Na minha visão, quem usa isso é burro. “crack” é uma droga que não dá barato nenhum. Os relatos assinalam que você fica broxa logo de cara, insone e completamente voltado a conseguir mais, cada vez mais.
Como eu sempre fui vacinado contra opiáceos, assim que essa coisa pintou eu nem passei perto. Na minha comparação, a criação de dependência era a mesma e eu? Dependente só de buceta, zifio! No meu corpo só tem saída. Entrada? Neca!!!!!!

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