Hoje tem B-52´s no RJ. Aqui em BH não tem porra nenhuma. Vai ter Motorhead no festival da Skoll. Aqui em BH não vai ter porra nenhuma. E por aí vão. Bh é a lápide funerária em si. Para se ver algo, só fora daqui. Antes, além de lápide de qualquer evento, BH era o túmulo do sucesso e do artista novo. Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento, Paulinho Pedra Azul, Celso Adolfo, Marku Ribas e mais uma caralhada de gente, para aparecer na mídia, foram obrigados a dar no pé da cidade. Ir embora. Se mandar daqui. Quem ficou aqui virou cantor de jingle(Bauxita) ou foi virar go go dancer nos EUA(Júnia Falabela).O mais legal da coisa é que quando o cara faz sucesso, aí ele vira mineiro e surgem do nada um monte de descobridores, pais e o raio que o parta, todos se dizendo aquele que deu força, etc......
Para se ter uma idéia de como BH é terra estéril, até Recife teve uma gravadora de destaque lançando artista e boa música( a Mocambo/Rozenblit). Aqui, essa idéia nunca passou pela cabeça de ninguém, a não ser dois estúdios de pé e mãos quebradas, com técnicos que não sabiam gravar nem o trivial.
Eu acho engraçado as pessoas reclamarem de um estado de coisas quando elas nunca foram nem tentadas. E essa é a tônica mineira. Reclamar de um jeito bem Raul Seixas, que sai do nada e leva o brado a lugar nenhum. A alegação maior é a de que falta dinheiro. Não acredito nisso, pois para eventos de renda líquida e certa ele sempre pinta. Por que não correr um risco? Será que nunca vai valer a pena?

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