segunda-feira, 27 de abril de 2009

Morrisey não viu o jogo

Ontem eu resolvi dar uma folga. Ainda mais que ia ser um domingo cinza que nem os dias da vida de Morrisey(“Everyday is Like Sunday”). Ia ser mais um domingo de final de campeonato mineiro, no qual 11 entre dez vezes a final é entre Cruzeiro e Atlético. América? Nem no ano que vêm! Tá disputando a série C e se houvesse Série Z já estaria lá há séculos.
Mas ontem eu me abstive. Não tinha assunto. Não escrevi, não fiz porra nenhuma que cheirasse a qualquer tipo de redação. Desde sábado que venho sendo sensibilizado por encontros que, eu espero, só tenham despedidas quando acontecer a falha biológica que vai interromper o funcionamento de um sistema qualquer que me seja vital.
Ainda mais que, sábado, eu titulei meu post errado! Botei "Revolução das Rosas", quando ela era "dos Cravos". Aí, não comportamento politicamente correto que resista, né?
Mas, voltando ao que interessa, o primeiro deles foi o Leonardo Wambier- filho de meu amigo Mané- o saudoso Manoel Wambier, a quem eu vi pela última vez em 83 e ele devia estar com uns 12 anos de idade, por aí. Ele, pesquisando sobre o que havia dedicado ao pai na rede, achou meu texto- de quase dois anos de idade- onde eu falava numa crônica que o Peralva escrevera sobre a chegada do Mane na Alemanha e como todos acreditavam ser ele um agente da repressão infiltrado enhtre os asilados. A crônica saíra publicada na “Folha” e todos nós tínhamos o recorte. O meu, nessa vinda para BH, se perdeu em algum canto ignoto, incerto e mal sabido.
O outro foi o e-mail de um amigo de rua de Leblon, a quem eu não vejo há exatos 36 anos e a quem ficava numa eterna procura, passando todo domingo na esquina da praia que freqüentávamos todo dia e sem encontra-lo. Acredito sinceramente que vamos reatar nosso Bromance. Éramos inseparáveis. Eu, Luiz Sergio e ele, por sorte, azar ou cagada mesmo – Sérgio Luis- naquelas amizades que fazem o calor brasileiro, seja domingo-seja o ano inteiro.
Aquele calor que não tem religião, não tem time, não tem nada de real. Tem é amizade mesmo. Vai dizer que você nunca teve alguém assim em tua vida? Pois é! Ele tocava e eu também. Ele montava uns grupos de hora para tocar em festinhas- que as vezes davam trôco, as vezes davam birita, mas sempre davam mulherzinha. Eu e o João íamos cantando e tocando bateria, num revezamento variando de acordo com o repertório. Meus “Hits” eram “Pobreza”(Leno), “Nights in White Satin”(Moody Blues),”Não se Esqueça de Mim”(Roberto Carlos)e “You´ve got to Hide Your Love Away”(Beatles). O Altino nos Teclados, o Rato no baixo e ele na Guitarra.
Tocamos em pequenos buracos pelo Grande Rio inteiro, indo da Cidade de Deus até São Gonçalo, passando pela Gamboa, Bangu, Bonsucesso, Botafogo e fomos até Juiz de Fora e Barra de São João. Nessa última festa, fui pivô da briga entre mãe e filha- as duas a fim do gordinho aqui, só que a mãe-macaca véia- era mais atirada e chegou primeiro. Só sei que a menina pegou nós dois na praia e foi um derrame daqueles, porra!
Elas moravam no Leblon também e eu não sabia. Só fui cair na real quando a coroa começou a me perseguir e a fazer cena de ciúmes. Uma vez na porta do cursinho. Outra vez no Centro da cidade, porra...........Tremendo perrengue, brother!
Mas o domingo valeu. Minha macumba fez o meu Fogão empatar com o Flamengo e , aqui, vi e ouvi(ligo a TV e deixo o áudio no Rádio)o Cruzeiro meter cincão no Galo. Melhor que isso só pão com ovo, molho inglês e Zezé di Camargo & Luciano aos berros. Topas?

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