No próximo dia 15 vão fazer oito anos que Joey Ramone morreu, depois de uma luta inglória de seis anos, contra um câncer linfático arrasador. Joey e seus companheiros de Ramones são os reais pais do punk e o rock deve a eles bem mais do que a Kurt Cobain, que, em minha modesta opinião, não passou de um suicida de merda.Os Ramones lideraram, via o CBGB de Nova Iorque, a vertente norte-americana do punk, com suas canções pulsantes e instantâneas, bem ao estilo “nada além de três minutos”. Seus dois primeiros álbuns levaram a todos os quadrantes do planeta o brado “Gabba Gabba Hey”, conseguindo anarquizar tudo e todos, de um modo completamente avassalante. As versões deles para “Lets Dance”, “Needles and Pins” e “Surfin Bird” estão para o rock da mesma forma que se rotularia uma regravação pela banda de pífaros de Caruaru das quatro estações de Vivaldi. Non sense total.
Outra marca impactante no Rock foi o encontro entre Ramones e Phil Spector, que teve como resultado um dos álbuns mais brilhantes do rock básico. “Rock and Roll Radio” é algo indelével e impossível de apagar da memória, tendo quase o significado de se perder a inocência, pois depois de perdida, nunca mais se voltará a ela. “Rock and Roll Radio” é isso em todas as suas faixas.
Assim sendo, os fãs que me desculpem, mas, na minha visão, Kurt Cobain passou em branco pela cena e 15 anos sem ele não significam porra nenhuma. Fui ver a apresentação do Nirvana no RJ e o que eu assisti foi a um dos grandes vexames que alguém possa dar em cima de um palco.
Para mim, os 15 anos sem Kurt Cobain tem o mesmo significado que a Malluh Magalhães morrendo amanhã duma complicação advinda de uma cirurgia de hemorróidas. Falei e ponto final.

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