Enquanto eu tentava resolver certos problemas com a minha máquina de trabalho principal, eu deixei a vida levar meu pensamento e fui ficando meditabundo a respeito das coisas mais estranhas, musicalmente falando. Pensei sim, e como pensei, crianças!Primeiro eu inventei o Rebolation. O Rebolation é o segundo passo da bunda music, dirigida ao mercado dance internacional. Enquanto o Axé faz aquele esporro todo, todo mundo sua, atrás de mulher nua e a galera, de tão cansada, fica só nas preliminares, o Rebolation né nada disso. O Rebolation é mais para locais fechados, naquele baticum a 120 bpm, usando batida funk ou 4/4, muita percussão manual e num contratempo que dá pras mulheres melancias do pedaço exibirem os dotes mais devagar, num requebro mais cheio de guéri-guéri, sacumé? O Rebolation é feito pras gostosonas se exibirem sem precisar de serem saradaças e com resistência de maratonista. O Rebolation é o Rebolation e fim de papo. Pensando no Rebolation, o “Laboratório de Sons Estranhos“ já têm algumas faixas gravadas, a saber: “Lets do The Rebolation”, “ Rebolation is Here”, “Dance the Rebolation”, “ Rebolation Revolution” e “O Rap da Buzina”. Como Vocês estão vendo, a criatividade nos títulos é total e eu continuo achando que, algum dia desses, o Carvalho me leva pra produzir algum grupo de Pagode Paulista. Quem quiser ouvir o “Rebolation “ em ação basta sintonizar a Malaveia Web(http://www.malaveia.com.br/) e ouvir o Malaquias, DJ da Malaveia, fazendo o capeta no “Malamix”, o programa de dança da emissora mais zoneada do planeta.
Já o título do post apareceu nesse post como pilatos no credo justamente porque eu pensei em João Gilberto e é aquela música a que eu acho melhor na interpretação dele. Também gosto de “Bolinha de Papel”. Pensei em Maysa, cujo CD foi lançado ontem na Coleção da “Folha” e me lembrei de “Meu Mundo Caiu”. De tabela pensei no Ronaldo Bôscoli e como que o filho dele com a Elis é articulado, né? Acho aquele garoto o maior barato, do mesmo jeito das maquinações completas e midiáticas que ele bola para a Trama Records. Pensei na música da Trama e na trama que as pessoas fazem para o dia a dia da vida. E, associando idéias a mais idéias, me lembrei daquele caso quando o Gaiarsa escreveu num jornal, que eu me lemro qual foi, que- na preparação de um show(“Falso Brilhante”)- Elis Regina tinha tido algumas sessões de terapia com ele e esquecido de pagar. Me lembro que deu uma caca daquelas. Elis respondeu, desaforada como ela só e foi uma grande loucura, semelhante a briga entre Paulo Francis e Caetano, que rendeu acusações e desabafos de ambos os lados, com aquela divisão de luta e vários dando razão a Paulo e outros vários dando razão a Caetano. Passou pela minha cabeça também uma noite, no antigo Teatro das Nações, que alguém cujo nome me foge a memória, entregou a vários o troféu “A Pedra Do Rock “ e, Guilherme Arantes- um dos agraciados da noite- completamente fora de si quase jogou seu troféu na cara da Ana Maria Bahiana. O motivo fora uma crítica desfavorável àquele disco péssimo do “Moto Perpétuo” pela Continental. Me lembrei também de uma discussão em alto e bom tom entre Júlio Hungria e Tárik de Souza, depois de uma noitada pelo baixo Leblon, por um motivo fútil qualquer. Detalhe: Tárik estava a pé e o Júlio dentro de um ônibus. Muito engraçado. E depois eu venho a escrever um texto pichando os anos 70? Onde é que eu estava com a cabeça, né? Garanto que qualquer dia desses eu conto mais coisa engraçada. Cês vão ler. Garanto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário