terça-feira, 18 de novembro de 2008

Meu Bromance

Bromance é o que a galera ta dizendo que vivem os brothers que não se separam nem para dar uma cagada. Meu Bromance aconteceu na adolescência. Tenho um primo que deve viver um bromance até hoje em dia. Meu primo é o Cláudio e o brother dele é o Pedro Figueiredo. Conheço um monte de mulheres que também vivem bromances. Minha prima Inah e a Lolô. Minha prima mais velha Jônia e a Vera Maria. Uma carrada de gente.
Meu bromance foi com o Luiz Henrique Parodi- O Zulu. Nós éramos das ruas do Leblon. Na época do início da coisa, Zulu morava na General Urquiza e eu morava na General San Martin, esquina com a Afrânio de Melo Franco. Nosso primeiro interesse coletivo foi autorama em bases de competição, escalas 1:32 e 1:24. Começamos de forma amadorística e, aos poucos, fomos nos profissionalizando, e o tempo ia passando e a gente cada vez mais unido.
Um dia, Zulu se mudou para Copacabana. Ele e a avó foram morar num quarto e sala , na Barata Ribeiro 435/904, perto da residências de outros amigos nossos. Do Fábio e do Laerte Seixas, que moravam no Bairro Peixoto(Maestro Francisco Braga) e do Sérgio, Ronaldo, Fábio forte e irmãs. Estes moravam na esquina de Anita Garibaldi com Barata Ribeiro, no mesmo prédio em que morou a Ângela Diniz com o Doca Street.
Foi aí que começou a pintar um interesse pela música. O Ronaldo tocava um violão razoável e nós(Eu, Zulu e ele) começamos a articular uma banda. Só que tinha um probleminha. Zulu e a música eram completamente paralelos. Como músico ele era um bom ouvinte de toca-discos. Mais nada. Nosso grupo se dissolveu ali. Ronaldo e os irmãos partiram em direção ao jazz, eu e minha bateria fomos parar no Rock e Zulu foi morar em São Paulo com a mãe.
Um ano e meio depois ele tava de volta. Reatamos o bromance. Zulu voltou com uma Apolo 12 cordas que ficava mais lá em casa do que na casa dele. E, juntos, entramos de sola no motociclismo. Fomos parar na turma do arpoador. O Fábio Seixas tinha arrumado uma Jawa 250cc e com ela foi até matéria em “O Cruzeiro”. Nós tínhamos, cada um, uma Cesepel 250- moto lá não muito católica e que eram tão problemáticas como a nossa cabeça. Vez por outra descolávamos um baseado e, juntos com o Fabinho Kerr e o Galinha, matávamos ele subindo a Joaquim Nabuco, da avenida Vieira Souto até a Avenida Atlântica, indo na contramão para qualquer eventualidade.
Um dia Zulu sumiu de novo. Três meses depois encontrei com o Fábio e ele disse que Zulu tinha morrido numa circunstância esquisita e pedir para que eu fosse visitar a Vovó Lea(avó do Zulu), pois ela andava muito triste. E eu fui. E ela me contou que ele estava de moto numa estrada Cearense e um motorista de ônibus fez ele cair de propósito, matando-o. Era 1969. Que final horrível para um bromance que sempre deu certo.

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