domingo, 2 de novembro de 2008

As Sete Máscaras da Morte

Aquela batida de porta e a risada de Vincent Price que estão no final de “Thriller” foram tiradas do filme que dá título a este post. E, como hoje é dia dos mortos, nada melhor que uma soundtrack bem lúgubre para este dia em que lembramos todos que ficaram sentados no caminho de qualquer gênero musical.
Apesar de ouvidos e re-ouvidos, com seus títulos sempre na lista dos mais vendidos, é duro se saber que nossos ídolos, que não foram os ídolos de nossos pais, estão mortos e nunca serão para nossos filhos os mesmos mitos que foram para nós.
Para meus sobrinhos adolescentes e jovens( são uma penca!), Jimi Hendrix é algo que está dentro de um acorde em lá bem poeira, ou num mi sétima distorcido num sulco de vinil, já que em CD é raríssimo se ouvir algo do homem que inventou uma linguagem para a guitarra, fez seu timbre deslizar entre canais e botou as bases para o uso de estúdio dentro de um rendimento que ainda pode servir com padrão.
Janis Joplin não passa de uma imagem circense fora dos padrões de beleza e parecida com a mulher de branco que vaga por Ipanema. Dentro do padrão adotado hoje, Sade Adu e Hayley Williams cantam melhor, mais timbradas e sem a voz de lixa de unha tão característica de “Me and Bobby McGee”- a única faixa de Janis que chegou a primeiro na Billboard.
Brian Jones é outro que virou foto. Uma espécie de Noel Rosa do Rock. Se do Feiticeiro da Vila sobraram apenas 30 segundos de imagem, se formos enfileirarmos todas as de Brian, elas darão, no máximo, 40 minutos de vídeo. Para alguém que foi um Rolling Stone fundador da maior banda de rock ainda em atividade, isso é o tudo. O resto é nada. Até Mick Taylor , seu substituto fugaz no grupo têm mais imagens junto com os outros membros que Brian.
Como já diria Mick Jagger em duas oportunidades diferentes: “O Tempo está do meu lado” e “O Tempo espera por Ninguém”. O ano que vêm tem mais.

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