Eu nunca gostei do dia de domingo. Era o dia que eu tinha que ir almoçar, obrigatoriamente, na casa de uma tia que me adorava, mas, com a repetição, a coisa era um verdadeiro tédio e mamãe só queria sair de lá depois de horas e horas. Mais tarde, quando adolescente, a coisa melhorou um pouquinho, pois essa minha tia tinha quatro filhas e as filhas tinham amigas e essas amigas entendiam que eu não era lá de se jogar fora. Aí, o negócio começava a ficar bão.Mesmo assim , o final de tarde de domingo já tinha cheiro de segunda-feira. Levantava as sete horas da manhã e ia no ritmo até de noite. Fosse aula quando garotão, fosse trabalho quando pretensamente independente.Tinha que arrumar um troco e correr atrás nunca foi lá a minha preferência, assim........
Não era de ver “Jovem Guarda”, o programa. Não era muito chegado ao pessoal que se apresentava, a não ser Erasmo, Jorge Ben, Bobby de Carlo, The Jordans, The Clevers(depois Incríveis) e algumas outras coisa que valiam a pena.
O grande lance mesmo era assistir ao “Hoje é dia de Rock”, na TV RIO, aos sábados à tarde, pois o Jair de Taumaturgo dava espaço para grupos de garagem que nem o meu irem lá fazer esporro. Era legal demais, pois apesar de não pintar grana nenhuma, sempre dava para descolar uma motorista de fogão e depois ir se pegar com ela em frente ao Cassino Atlântico, nas areias do posto 6, com a motorista passando outro tipo de marcha em alavancas não muito de mudança.
Até hoje o domingo continua a ser mais chato que os outros dias da semana. E agora, aqui no meu tugúrio Belorizontino, o marasmo da manhã desse dia fatídico é total. Cês não sabem o sono gostoso que dá, sem paúra de espécie nenhuma. Bom demais.

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