Minha sobrinha adolescente saiu ontem doida em direção à Sta Luzia, cidade aqui da RMBH, para ir ao Pop Rock. Como qualquer coisa feita em Minas e, ainda mais, por Rádio e empresários locais, a sua história(do Pop Rock) é tão nebulosa quanto a via láctea. Os dados dizem por si só: O Pop Rock tem 25 anos para alguns, mas só foram realizadas 19 edições. Ficou seis anos sem acontecer, sendo o maior hiato entre 1988 e 1992.Esse hiato aconteceu devido a Rádio promotora ter mudado de nome, além de ficar sem bala na agulha para pressionar as gravadoras no sentido de que elas cedessem gratuitamente seus contratados de primeira linha.
Outra falha brutal foi, numa atitude bairrista barata, abrir espaço para bandas locais quando a própria rádio promotora do evento não executava faixas dessas bandas locais.
Quanto a locais de realização, ele já excursionou mais que turma de segundo grau de colégio particular. Foi no Campo do Cruzeiro, foi no Mineirinho, no estacionamento do MinasShopping, no Estádio Independência, na Serraria Souza Pinto, no Mineirão e agora tá num desses halls quaisquer lá perto de Sta Luzia, encravado num local cercado de favelas, numa região densamente violenta.
Em 1997, com o crescimento da bunda music, o Pop Rock teve uma noite dedicada ao gênero. Foi nesse ano que eu encerrei a minha presença ao evento. Detesto sentir cheiro de amor em lugar público e foram eles e mais Daniela Mercury as grandes “atrações”. Prometi nunca mais voltar.
Nesse 2008, a presença do OffSpring e a do MaroonFive quase me fizeram aderir e entrar no rateio de uma van para irmos ao evento, mas a chuva começou a descer aqui e eu pensei direito e resolvi ficar em casa. Depois eu vejo os filminhos de celular feitos pela minha sobrinha adolescente. Tecnologia serve para isso.

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