Minha música está ou é bastante decadente e vêm descendo a ladeira a cada procurada que eu dou para ver se ela ainda é notícia. Só ouço falar de Ivete Sangalo, Cláudia Leite, NXZero, Charlie Brown Jr e outras coisas que não me dizem absolutamente porra nenhuma.A partir da constatação que Latino vira notícia ao mostrar que tem medo de altura e que Viviane Araújo sambou que se acabou sábado próximo passado na quadra do Salgueiro( ela faz isso um sábado sim e o outro também), começo a viver a síndrome que Jota Efegê viveu em final de carreira, ao ver espaço para o que escrevia negado, só de vez em quando algo seu saindo publicado em “O Globo”, sob a guarida do próprio Roberto Marinho.
No meu caso específico, a síndrome se manifesta na constatação de que aquilo que eu admiro estar, aos poucos, perdendo espaço para uma novidade bem ctrl-c/ctrl-v, pois isso que o rádio toca já foi feito antes. Hoje eu ouço cópia ou regravação. Novidade? Nem ainda que tardia.
Aí vem alguém e me fala de Black Ice, do AC/DC. De novidade não têm absolutamente nada, pois a batida é a mesma desde “Rock and Roll Damnation”. Eu gosto? Adoro. Acho a banda a melhor coisa no rock hoje. Melhor para o meu ouvido só Rolling Stones.
Quanto a propalada Tour do LedZep, se ela passar pelo Brasil, não vou ir nem tentar. Não vou dar importância a uma coisa que hoje não têm mais lugar a preencher no meu imaginário. Tudo deles já foi feito. Um morreu, o outro se recusa a cantar. Prá quê ir lá? Para passar raiva e ficar fazendo comparação? Never, My Love- Jamais em tempo algum.
Não fui ver Police da mesma forma que não vou ver Queen com Paul Rodgers. Me recuso terminantemente. Não tem a mágica, uai?!
Não fui ver Brian Wilson solo e Roger Waters exatamente por causa da falta dessa chama mágica. Never be the same, man! Não adianta. Seria a mesma coisa que Paul e Ringo recrutando dois bons guitarristas e refazendo os Beatles. Não teria apelo. Seria uma coisa decadente ao extremo. E passar vergonha pelo vexame dos outros é coisa que me recuso a fazer. Ponto Final. Até na Decadencia um pouco de finesse é necessário. Vide Guilherme Araujo e Jorginho Guinle. Gente fina é outra coisa.

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