sábado, 8 de novembro de 2008

Brasil, Terra de Contrastes( He!He!He!)

Esse ano não vai ser igual aquele que passou. As expectativas da letra de Zé Kéti vão ser confirmadas em vários pontos. Mas, se a fantasia de papai noel da indústria fonográfica vai ficar guardada, a fantasia de comprador do público consumidor também vai ficar pendurada.
Apesar de todo incentivo ao consumo que o govêrno vêm dando, o brasileiro, antes de tudo um forte, também é gato escaldado. Já sentiu na pele crises, mais crises prá lá e prá cá, enquanto uma minoria- por escárnio ou por soberba – ostenta um luxo e uma avidez desmedida, financiada a custa de quem todos sabemos quem é.
Nesse contraste no qual Porsches último tipo e Passats 82 convivem nas ruas e, dentro das casas, MP3 e DVD Players ainda dividem estantes com gravadores/reprodutores de fitas VHS, quem deve fazer a festa é a pirataria.
Um exemplo: o AC/DC não gravava há oito anos. Seu último CD, lançado dia 20 do mês passado depois desse hiato, lidera a lista dos mais vendidos em 28 países e, nos Estados Unidos, com crise ou sem crise, já passou dos hum milhão em vendas. O consumidor poderá optar pelo oficial, a R$ 35,00 na loja ou a R$ 10,00 na rua – numa réplica de fazer inveja ao original de tão bem feito que é.
Apesar da revolução tecnológica ter bagunçado um pouco a sistemática, as gravadoras ainda existentes preparam o suplemento de final de ano, que deverá estar nas lojas até o próximo dia 30. Há quase 40 anos que a pirataria chega primeiro as bancas e vende bem o lançamento anual de muita gente. Vamos ver se esse ano continua a mesma coisa ou se vai ser diferente.
Enquanto chove crise lá fora, dentro de meu quarto de bagunça reina a descoberta de como mexer em um software novo. Baixei uma versão trial do Acid 7.0 da SONY e, usando meu banco de sampleres, estou compondo algumas trilhazinhas para o novo CD do “Laboratório de Sons Estranhos”- minha banda de música eletrônica. Já tenho quatro porretas, de fazer Carl Cox babar de inveja.
O “LSE” já vai para o terceiro CD ainda sem título. Os dois primeiros, “Clubber Lobotomy” e “Surfando no Caos” não podem ser encontrados na loja de CD mais próxima de sua casa. Por uma simples razão. Nunca mostrei eles para ninguém. Sempre considerei o “LSE” um projeto pessoal e nunca me interessei em mostrá-los. Talvez um dia eu mude de idéia.

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