Chove em Belo Horizonte. Chove muito. Só esse ano já teve tempestade de granizo, chuva torrencial, chuva fina, chuva chata e chuva mortal, daquelas que formam enxurrada e arrastam cachorro, criança e bêbado, não necessariamente nessa ordem.Huva é um bom motivo para composição de trilha sonora. “Singin in the Rain” deve ser a mais famosa. “Rhytim Of the Rain” deve ser a mais pop. “Rain and Tears” deve ser a mais brega. “Rain” é de Lennon & McCartney. “Chove Chuva” é o samba esquema novo. “Vai chuva” é refrão de Cassiano e Tim Maia.” “Chuva de Prata” é Ronaldo Bastos na voz de Gal Costa. E, falando em Gal, Marina tá dizendo por aí que Gal foi o primeiro sapato que deu bico naquelas carnes. Transaram numa tarde chuvosa olhando para o mar? Isso ela não disse.
Minha idéia fixa quando eu tivesse a minha casa era dormir a tarde, no embalo dos pingos de uma chuva pesada. Não sei porque essa idéia me perseguiu anos. Realizei ela ontem a tarde, no meu quarto azul cruzeirense e que dá pro nascer de sol e lua na serra da piedade. Chovia gostoso e o martelar dos pingos na cobertura de alumínio de uma vaga de garagem dava um ritmo Varesiano ao meu adormecer. Legal foi não acordar com torcicolo. Essas coisas de véio são foda, brother!
A pior letra falando em chuva que eu conheço é “November Rain” do Gun´n´Roses. Já o “Summer Rain” cantada por Johnny Rivers é previsível que nem letra de pagode paulista. Pelo lado nacional, “Chuvas de Verão” é a mais blazée e a mais chatinha. Ponto final. Ah! Ia me esquecendo da que dá mais clima: “In The Rain”(The Dramatics). Desculpem.

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