quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mais um Listão!!!!

“Organizar um acervo de 300 discos importantes da gigantesca produção de música popular no Brasil em quase oito décadas não é tarefa das mais fáceis. Mesmo para o músico, pesquisador e produtor Charles Gavin, que, além de ser baterista dos Titãs, tem feito há cerca de dez anos um precioso trabalho de recuperação de álbuns antológicos, abandonados nos acervos das gravadoras. Vários desses títulos que ele trouxe de volta à cena - como as maravilhas do selo Elenco - estão no livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira (Editora Paz e Terra, 434 pgs., R$ 230). Acompanham o volume - em forma de LP e luxuosamente ilustrado com todas as capas dos discos - os CDs O Último Malandro, de Moreira da Silva, e Elza Soares/Baterista Wilson das Neves”.
O trecho em negrito e entre aspas eu tirei de uma matéria publicada no Estadão, que fala sobre o livro, sobre algumas colocações já contestadas e do auxílio luxuoso que foram prestados à ele pelo Tárik, pelo Carlos Calado e pelo Arthur Dapíève.
Eu vou ser completamente sincero. Nesse tempo de revolução tecnológica, ninguém está mais interessado em título- ou títulos, já que um título - como está sendo denominado aqui o Lp – traz uma série de materiais indesejáveis ao aficcionado. Um exemplo? Lá vai: você conhece alguém que goste, sinceramente, do Lp “Araça Azul” de Caetano Veloso? Outro? “Miúcha & Tom Jobim”. Deu prá sentir minha colocação?
Voltando a vaca fria: nesse tempo de MP3, quem iPode, iPode. Quem não iPode, se sacode, né mezz? Assim, quem tiver em um MP3Player o listão de músicas que eu selecionei abaixo, vai ter guardado, dentro de um objeto do tamanho de meio maço de cigarros, todo um apanhado da música Brasileira com aquilo que interessa, isso é, com aquilo de mais pop e difundido que foi feito em termos culturais pela indústria fonográfica tupiniquim.
E, dependendo do tamanho da memória Flash do Player, o listão poderá estar numa pasta junto com as outras 300 contendo o material pesquisado pelo Charles Gavin.
Peço desculpas pelo meu mau jeito em reconhecer de pé quebrado a “importância” do trabalho de Gavin, mas em gastar tempo para ouvir 300 trabalhos de uma pesquisa que não coincide com o meu gosto pela coisa e sintetizar a coisa toda ouvindo faixas significativas, prefiro mais a minha razão de pensar do que a dele.
Primeiro porque eu, com meus 36 anos de janela profissional, não devo ter ouvido trezentos elepês de cabo a rabo. Devo ter ouvido faixas e lados A e/ou B de uns 5000, mas trezentos elepês batidos? Nunquinha! Assim, não iria conseguir ouvir os 300 citados por Gavin, coisa que deve ser chatérrima. Imaginem ouvir inteiro um Lp da Paula Santoro? Ou do Marku Ribas? Cês tão é doidos! Eu praticaria harakiri bahiano na primeira esquina!
Eu sempre fui mais para compacto do que para Lp, daí minha preferência por faixas. Diversos intérpretes e artistas tem compactos fantásticos e elepês trash de primeira grandeza. Exemplos? Paulinho Diniz, Sérgio Sampaio, Marcos Valle, Bebel Gilberto, Angela Rô Rô, RPM, Paralamas, só para citar alguns. Estou nessa preferência desde que comecei a comprar música e, na minha média, de cada vinil que possuo eu devo ter ouvido, no máximo, cinco faixas de cada.
É lógico que existem exceções como o “Out of Our Heads” e o “Rolling Stones Now!”, “After The Love has Gone”(Earth Wind & Fire), “Alucinações”( Belchior), “Two Places at the Same Time”(Raydio), “Tommy”, “Quadrophenia”, “Who Came First”, “Sell Out” e “Live At Leeds”(The Who), “Expresso 222”( Gilberto Gil), “Tim Maia Disco Club”( Tim Maia), “Love Island”(Eumir Deodato) e “Younger Than Yesterday”(The Byrds). Mas, no cômputo geral, sou mais fã das minhas impagáveis listas e paradões e essa última, que vai abaixo, vêm sendo compilada desde que me entendo por gente. Se você ouví-la inteira, você saberá tudo que foi feito de bom no país, entre 1950 e 2000. Lá vai:Milton Nascimento – Para Lennon e McCartney
Elis Regina – Madalena
Raul Seixas – Gita
Gilberto Gil – Back in Bahia
Ave Sangria – Seu Waldir
Made in Brazil – Banheiro
Cyro Monteiro – Formosa
Chico Buarque – Bye Bye Brasil
Wilson Simonal – Rapaz de Bem
Dick Farney – Alguém como Tu
Jorge Veiga – O Bigorrilho
Paulinho Da Viola – Foi um Rio que passou em minha vida
Maysa – Meu Mundo Caiu
Gordurinha – Mambo da Cantareira
Maria Bethania – Carcará
Os Cariocas – Ela é carioca
Waldir Azevedo – Brasileirinho
Os Novos Baianos – Besta é Tu
Toquinho & Vinicius – Tarde em Itapoan
Macalé – Gotham City
O Som Imaginário – Nepal
Beto Guedes – Feira Moderna
Nara Leão – A Banda
Quarteto em Cy – Cavalo Ferro
Ney Matogrosso & Fagner – Postal do Amor
Geraldo Mathias – Etelvina
Os Demonios da Garoa – Trem das Onze
Lupicínio Rodrigues – Esses Moços
Moreira da Silva – O Rei do Gatilho
Lulu Santos – Um Certo Alguém
Milionário & Zé Rico – Estrada da Vida
Cauby Peixoto – Conceição
Simone – Cordilheiras
Legião Urbana – Eduardo e Mônica
Dalto – Muito Estranho
Gal Costa – Meu nome é Gal
Jorge Ben – Por causa de Você
Zezé Motta – Dores de Amores
Belchior – Medo de Avião
Zé Ramalho – Avohai
Secos & Molhados – Sangue Latino
Marcelo – Abre Coração
Luiza Maria – Não Corra atrás do Sol
O Terço – Tributo ao Sorriso
Edu Lobo – Ponteio
Tim Maia – A Fim de Voltar
Angela Rô Rô – Simples Carinho
Mutantes – Tropicália
Caetano & Gal – Que Pena
Rita Lee – Lança Perfume.

Estou aberto a discussões.

Um comentário:

fábio mello disse...

Apenas duas musiquinhas do pessoal do Clube da Esquina?

Só o "A Via Láctea", do Lô, tem uns dez clássicos.

E nada do Toninho Horta? Tá doido, cara? :)

Abs.