Tá todo mundo elogiando o novo álbum do Queen que traz Paul Rodgers nos vocais. Eu me reservo à abstenção pura e simples. Achei as incursões returns de Paul Rodgers pós Bad Co. uma merda e não vou me dar ao luxo de gastar tempo-tímpano com mais uma. The Cosmos Rock vai ficar onde está. Fora do meu alcance.Acho esses híbridos completamente destemperados e duma altíssima falta de gosto. Tremi na base quando correu o boato que o Led Zeppelin poderia voltar com John Bonham sendo substituído por Toni Thompson( CHIC). Não ia soar direito. Traduzindo, ia ser um Jota Quest com o Cavalera drummer esmurrando a bateria. E o que que aconteceu? Jimmy Page pegou Paul Rodgers e fez o The Firm- coisa detestável em certos pontos, mas que tinha algo a ver no sentido de direcionamento de idéias já que as influências dos dois eram convergentes e não divergentes, como Rodgers e Brian May. Seria a mesma coisa que David Gilmour refazer o Pink Floyd com Kenny Jones nos teclados. Não ia dar pedal.
Trazendo a problemática para um ambiente mais próximo, nós também tivemos uma reunião de monstros sagrados que degenerou em filme classe B batizada de “Os Tribalistas”. A antiga MPB já havia incorrido nesse erro com “Doces Bárbaros”. Foi, em extrato Holywoodiano superestelar, um filme com Drácula, Frankenstein, A Múmia e o Lobisomem. Eram quatro cabeças, quatro sentenças, todas diferentes.
Para que uma reunião dê certo, é necessário um pouco que seja de nexo causal. Um exemplo, o famoso disco de Jorge Ben e Gilberto Gil que nunca foi lançado como deveria. Existe o master e, se a Universal tiver a vontade político-artística de lançá-lo, todos verão a oportunidade perdida que a reuniao significou, com grandes clássicos revisitados, incluindo uma versão suingante de “Jurubeba” para ninguém botar defeito. Outra reunião que daria certo seria a de Tim Maia com Jorge e Gil. Tudo a ver. Eric Clapton e Gary Moore? Tudo a ver. Agora: Queen com Paul Rodgers? Nada a ver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário