Amanhã vai ter segundo turno no eixo Rio-SP-BH. A campanha eleitoral, como sempre acontece, foi ao delírio completo e teve de tudo. Desde sexóloga reparando na preferência sexual do opositor até aquela famosa história do “fumei, mas não traguei” em relação a maconha, que não é nenhuma novidade, pois ela foi usada em eleição presidencial norte-americana ainda no século XX, lembram?Na economia, a lei do retorno- amplamente difundida na umbanda- traz de volta a estatização e enxota o neo-liberalismo do cenário. Este, durante algum tempo, vai carregar o fardo da culpa de quase ter quebrado o mercado mundial de capitais e, se ficar quietinho e se portar bem como cadáver insepulto, num futuro próximo poderá ser ressuscitado por algum economista emergente, que escreverá um livro tão brilhante que todos os leitores deverão lê-lo usando óculos escuros e Fernando Henrique Cardoso segredará a José Serra que ele( o economista) é o filho que ele gostaria de ter tido.
Eu me pergunto onde é que está a crise, já que, entra eleição sai eleição, as histórias são sempre as mesmas, Maluf se candidata, um escândalo qualquer explode entre candidatos e em todos os cenários, os institutos de pesquisa saem com as projeções de intenção de voto mais disparatadas(Nessa eleição o disparate é Belorizontino!) e tudo continua, nada de extraordinário se sucedendo.
O mesmo acontece na economia, pois desde que alguém estruturou as teorias Macro e Micro econômicas, as formas de atuação liberais e estatizantes vêm se sucedendo e, com a exceção de algumas quebradeiras aquí e alí, o dinheiro continua a ter seu valor e não inventaram nenhum processo diferente que não passe pela compra, pela venda, pela oferta e pela demanda. Se inventaram , a Miriam Leitão tá guardando a novidade para uma matéria especial que ela publica amanhã- dia da eleição – e que concorre ao Pulitzer desse ano!
Assim, eu- macaco velho, já sabendo disso tudo, vou votar amanhã bem cedinho, voltar para casa e ficar esperando a hecatombe. Sei que antes dela chegar, meu cachorro vai parar na minha frente e latir até eu levá-lo no poste da esquina, a Dona Socorro- minha vizinha do lado – vai ligar pelo interfone querendo saber se eu vou encomendar a lasanha a bolonhesa que eu pego prá segurar o almoço e minha sobrinha adolescente, que chegou ontem de SP onde foi assistir ao show do Paramore, vai me mostrar- com direito a uma fuçada- os CDs que ela trouxe. Isso é que interessa. A crise não tem pressa.
Outra coisa que eu vou fazer é ouvir o radinho do site “trash 80”, que toca o repertório mais caricato possível, com tudo de ruim que foi feito em termos musicais naquela década e dar boas gargalhadas. Prá quem quiser experimentar, a URL vai abaixo:
http://www.trash80s.com.br/radio/radio.htm

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